Comunidade indígena avisa com fechamento da rota PY12 ante demora estatal para adquirir terras
Os pobladores alertaram que poderiam iniciar mobilizações e até mesmo fechar a rota se as autoridades continuarem postergando uma solução definitiva para sua situação.
A ameaça surge porque o trecho onde se encontra a comunidade faz parte das obras de pavimentação asfáltica financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
De acordo com os líderes comunitários, as famílias vivem em condições extremamente precárias, sem acesso adequado a serviços básicos e com oportunidades limitadas para desenvolver uma vida digna.
A construção da estrada aumenta a urgência de encontrar um lugar seguro e permanente onde possam se estabelecer.
Após uma reunião recente mantida com representantes do Instituto Paraguaio do Indígena (INDI), o líder Eustaquio Ávalos reiterou o reclamo histórico da comunidade e exigiu que o compromisso de compra de terras se traduza em ações concretas.
"Já não queremos que nos mintam", manifestou Ávalos ao se referir às numerosas promessas realizadas ao longo dos anos sem resultados efetivos para as famílias indígenas.
O conflito reflete uma problemática recorrente no Chaco paraguaio, onde várias comunidades indígenas continuam aguardando a regularização de seus territórios e o acesso a condições básicas de desenvolvimento.
Enquanto avançam as obras viárias consideradas estratégicas para a região, os habitantes de Tooshe Qaltaq sustentam que o progresso não pode ocorrer às custas dos direitos de quem historicamente vive no lugar.
Caso não existam avanços nas próximas semanas, os dirigentes comunitários asseguram que avaliarão medidas de força para visibilizar sua situação e pressionar por uma resposta definitiva das instituições responsáveis.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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