Comerciante denuncia ter recebido ameaças de supostos policiais
Um comerciante denunciou ter recebido ameaças por parte de supostos policiais ligados ao agente que recentemente foi afastado de seu cargo, após ser captado por câmeras de circuito fechado enquanto preparava e consumia presuntamente um cigarro de maconha, enquanto estava em serviço.
Trata-se de um comerciante do Mercado 4 que divulgou por meio de redes sociais que recebeu ameaças de supostos policiais, que seriam ligados a um uniformizado recentemente afastado de suas funções, após a publicação do vídeo.
Na gravação se observa o suboficial ajudante Óscar Daniel Duarte López (21), um agente da Polícia Nacional, em plena preparação de um suposto cigarro de maconha, que posteriormente o consumiu.
A respeito, o comissário María Bejarano, de Assuntos Internos, referiu que, independentemente do fato, a Polícia não está isenta do flagelo das drogas cuja decisão é pessoal, já que é muito rigoroso o controle para a entrada no Colégio de Polícia.
"A Polícia Nacional, como instituição, é firme e categórica e estes fatos são comunicados ao Ministério Público, também à Direção de Assuntos Internos a fim de tomar o processo que deve ser levado adiante", afirmou.
Como se trata de uma falta grave corresponde, por uma parte, o sumário, enquanto o agente é encaminhado à Sanidade, a quem compete a reabilitação do uniformizado, "porque se sabe que a dependência é uma doença", referiu o comissário Bejarano.
Segundo as autoridades, o agente permanecerá por um período de três meses em reabilitação e em caso de que a dependência não seja revertida, será desligado.
Investigação. Por sua parte, o criminólogo Juan Martens mencionou que têm documentado em uma investigação que estão realizando, que refere que dentro da Polícia Nacional não só se dá o consumo problemático de maconha, cocaína ou crack, como também se registram consumos problemáticos de álcool.
Quantificou que em cada delegacia existe pelo menos uma pessoa com essa prática e que isto ocorre mais no interior do país, onde à tarde jogam "piki e começam a beber" e se de repente cai um procedimento, saem sob o consumo de álcool, que inclusive "dentro da instituição é uma prática tolerada".
"Temos documentado que pessoas que depois de ser chespi ou microtraficante se tornaram policiais e é um problema que deve ser analisado, não só com um comunicado, nem um sumário nem a expulsão, que não aborda o problema e de nenhuma maneira será a solução", questionou.
Martens sugere que a possível so...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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