Começa a era Klopp com primeiros sinais de transformação na seleção
Uma estratégia de experimentação controlada
A proposta de Klopp de conhecer e avaliar o maior número de jogadores nos primeiros compromissos de seleções gerou expectativa no âmbito do futebol. O ex-internacional Dietmar Hammann sinalizou que se seu antecessor Julian Nagelsmann tivesse implementado uma estratégia similar, a imprensa esportiva teria reagido com maior severidade.
Klopp, em contraste, chega com um respaldo que lhe permite realizar este tipo de experimentos, na busca de conformar um time equilibrado sobre o qual ainda existem múltiplos questionamentos. Embora em ambas as listas de convocados haja continuidade com alguns nomes, também se abrem possibilidades para mudanças significativas a médio prazo.
Não obstante, se os primeiros encontros não produzirem os resultados esperados, a resposta de críticos e torcedores poderia ser contundente. De Klopp se aguarda maior intensidade em cada partida e resultados positivos.
Mudanças táticas e posicionais
Uma questão que aparece definida é o papel do capitão Joshua Kimmich, convocado para a estreia contra Países Baixos e a partida em casa contra Grécia. O jogador atuará no centro do campo e não na defesa lateral direita, posição que desempenhava habitualmente durante a gestão anterior.
Permanece aberta a interrogação sobre quem será o companheiro de Kimmich no meio-campo. Aleksandr Pavlovic, que frequentemente o acompanha no Bayern de Munique, representa uma opção natural, embora para os primeiros compromissos ambos os jogadores figurem em convocatorias distintas.
É provável que para os dois primeiros encontros Klopp teste com Felix Nmecha ao lado de Kimmich, e para os dois seguintes com Tom Bischof acompanhando Pavlovic.
Surpresas no ataque
A ausência mais destacada no ataque é a de Deniz Undav, que não aparece na lista de quatro atacantes convocados. Klopp explicou que esta decisão responde a dificuldades no início da temporada de Undav e assegura ter mantido comunicação direta com ele.
Diversos analistas interpretaram sua exclusão como um indício de que Klopp não considera Undav o perfil adequado para o sistema de jogo que implementou com êxito em seus anteriores times, o Borussia Dortmund e o Liverpool, baseado em pressão defensiva alta.
Entre os quatro atacantes selecionados figuram Nick Woltemade e Kai Havertz, ambos com presença habitual na seleção. Jonathan Burkardt foi convocado de forma esporádica, enquanto Younes Ebnoutalib constitui uma incorporação completamente nova.
Apostas na golaria
Na golaria destaca-se o retorno de Marc André ter Stegen, ex-jogador do Barcelona, estabelecido como o goleiro titular para Klopp. Oliver Baumann fica fora desta convocação, e o selecionador precisou que sua intenção é contar com um único goleiro de ampla trajetória e outros mais jovens com projeção para o futuro.
Finn Dahmen é o único dos cinco goleiros que aparece em ambas as listas de convocados. Alexander Nübel, Noah Atubolu e, especialmente, Jonas Urbig constituem apostas focadas no desenvolvimento a longo prazo.
Urbig foi preparado pelo Bayern de Munique desde a temporada anterior como possível herdeiro de Manuel Neuer. Se finalmente se tornar titular no clube bávaro, estaria em posição de aspirar também à titularidade na seleção nacional.
Os próximos jogos definirão o rumo
Os quatro encontros próximos determinarão aspectos fundamentais do projeto. Os jogadores novos deverão demonstrar capacidade para se consolidarem e gerar uma renovação progressiva, enquanto que os veteranos terão a oportunidade de evidenciar sua vigência e necessidade no time.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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