Com mais de 48 mil casos no país, aumentam consultas por problemas respiratórios
O país está experimentando um aumento significativo nos casos de infecções respiratórias virais, com um incremento de 20% nas consultas nas últimas duas semanas, superando os 48 mil casos em nível nacional.
Segundo o doutor José Alfredo Oviedo Villalba, chefe do Serviço de Pneumologia do Hospital Central do Instituto de Previsão Social (IPS), a situação é preocupante, especialmente para os grupos vulneráveis.
A influenza pode apresentar complicações severas, como insuficiência respiratória ou pneumonia, especialmente nos grupos vulneráveis. Atualmente no território nacional predomina a cepa influenza A H3N2, considerada uma das variantes mais agressivas do vírus e que já causou várias mortes no país.
O especialista afirmou que no Hospital Central do IPS registram-se entre 900 e 950 casos semanais.
As infecções virais respiratórias registraram um aumento das consultas em torno de 20% nas últimas duas semanas, superando os 48 mil casos em nível país. No Hospital Central do IPS registram-se entre 900 e 950 casos semanais, disse o médico.
Oviedo afirmou que os grupos vulneráveis são sempre as crianças em idade escolar por epidemiologia, mas mais especialmente os menores de 2 anos, assim como os adultos maiores, grávidas, pessoas com doenças crônicas, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e pessoas em situação de rua.
Geralmente, a tosse é o primeiro sintoma a aparecer e o último a desaparecer, podendo persistir até três semanas inclusive, apontou.
Entre os sinais de alerta, indicou a tosse seca, febre, dor de cabeça, fadiga, dor de garganta e congestão nasal.
Vacina disponível e gratuita
O médico afirmou que a vacina antinfluenza está disponível em todo o país de forma gratuita nos centros de saúde do Ministério da Saúde, assim como em centros do IPS.
Enfatizou que a vacinação é a primeira medida de prevenção, que o percentual de vacinados supera 55% e que os quadros até agora registrados ocorreram em pacientes não vacinados.
O pneumologista destacou que atualmente os vírus com maior circulação são influenza A, com registros de H3N2 em alguns casos, rinovírus, vírus sincicial respiratório, adenovírus, SARS-CoV-2 muito abaixo.
Lembrou que a influenza pode apresentar complicações severas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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