Colômbia inaugura embaixada em Jerusalém
Inauguração da embaixada colombiana
Colômbia inaugurou nesta quarta-feira sua embaixada em Jerusalém, integrando-se ao grupo reduzido de países que mantêm representação diplomática nesta cidade cujo status como capital de Israel não é universalmente reconhecido pela comunidade internacional.
Durante a cerimônia de abertura, o ministro israelense de Relações Exteriores, Gideon Saar, expressou:
"É uma data importante para o Estado de Israel. É também uma data importante para a cidade de Jerusalém", ao assinar no livro de ouro da embaixada, acompanhado do chanceler colombiano, Omar Bula.
Modificações na política de ordem pública
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, assinou durante a noite de terça-feira um decreto que introduz mudanças nos protocolos de atuação das autoridades diante de manifestações públicas, vésperas de marchas convocadas por setores da oposição.
Sindicatos, estudantes e indígenas realizaram mobilizações nesta quarta-feira nas principais cidades do país, expressando sua rejeição às políticas econômicas, sociais e de segurança do novo governo, que implementa medidas orientadas para posições mais firmes em matéria de ordem pública.
A nova ordem executiva modifica um decreto anterior de 2021 que priorizava o diálogo e a mediação como instrumentos prévios à intervenção da força pública em caso de manifestações que derivassem em atos violentos.
Antecedentes de mobilizações
Em 2021, o país atravessou um período denominado "estallido social" que gerou protestos massivos contra o governo do então presidente Iván Duque. Estas manifestações se estenderam aproximadamente três meses e registraram enfrentamentos significativos entre manifestantes e forças de segurança.
O novo decreto estabelece definições mais precisas sobre atos violentos, agressões, retenção de pessoas e ações como bloqueios em vias públicas. Assim mesmo, busca implementar corredores e zonas seguras destinadas a garantir o transporte, os serviços essenciais, a infraestrutura crítica e as arteriais viárias nacionais.
Posição do governo
O mandatário manifestou sua rejeição a ações que considera disruptivas:
"Não se toleram a violência, o vandalismo nem os bloqueios que atropelam os direitos de milhões de cidadãos!"
Em declarações posteriores, De la Espriella reiterou: "Não vou permitir que se bloqueiem vias, que se impeça o trânsito livre dos cidadãos" e enfatizou que "não existe o direito a destruir, a bloquear, a atacar a força pública, a agredir e por suposto não existe o direito a semear caos".
Perspectiva da oposição
A ex-senadora do Pacto Histórico, María José Pizarro, questionou a medida por redes sociais, colocando interrogações sobre o cumprimento de princípios de transparência: "Cumpre com o princípio de publicidade? Puderam-se apresentar observações por parte da sociedade civil?"
De la Espriella criticou durante sua campanha o que qualificou como políticas falhadas de segurança do governo anterior, liderado por Gustavo Petro.
Áreas de especial atenção
O ministro do Interior, Rodrigo Lara, apontou que o departamento de Cauca representa uma zona de especial atenção por ser epicentro de distúrbios significativos e bloqueios de vias de comunicação.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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