Colômbia escolhe entre a esquerda ou a direita
Eleição presidencial crucial define continuidade do governo de Petro ou retorno da direita
Colômbia celebra hoje uma crucial eleição presidencial na qual se decidirá a continuidade do modelo do primeiro governo de esquerda ou o retorno da direita, uma disputa de doze candidatos dos quais apenas três têm possibilidades reais e que, tudo indica, se definirá em segunda vuelta.
Desde o início da campanha as pesquisas de intenção de voto apontam como favorito o senador Iván Cepeda, candidato do Pacto Histórico e de uma esquerda que chega fortalecida às eleições pela aprovação do presidente Gustavo Petro, próxima a 50%, mas ainda sem a força suficiente para ganhar na primeira volta, o que provavelmente levará a definição a uma segunda rodada em 21 de junho.
SEGUNDA VOLTA
"Tudo indica que haverá segunda volta; se bem as eleições mostram um panorama claramente polarizado e nesta polarização o candidato da continuidade do Governo tem uma clara vantagem, nenhuma pesquisa lhe dá mais além de 44%", disse à EFE a analista política Eugénie Richard, professora da Universidade Externado de Colômbia.
O ultraderechista Abelardo de la Espriella, que se intitula "O Tigre" e lidera o recém-criado movimento Defensores da Pátria, promete virar a mesa política para "salvar este país e convertê-lo em uma pátria milagre" e se apresenta como o maior rival de Cepeda, tanto no discurso como na intenção de voto.
Pelo voto da direita, De la Espriella compete com a senadora uribista Paloma Valencia, candidata do Centro Democrático e uma opção mais moderada que busca atrair o eleitorado de centro que, assim como nas eleições passadas, se sente órfão de uma liderança forte e com possibilidades de ganhar uma eleição.
Outros nove candidatos de todo o espectro político e com apoio marginal nas pesquisas figuram no leque eleitoral, entre eles os ex-prefeitos Sergio Fajardo, Claudia López e Carlos Caicedo, e os ex-senadores Roy Barreras e Mauricio Lizcano.
Completam a lista Miguel Uribe Londoño, pai do assassinado senador Miguel Uribe Turbay; o general reformado do Exército Gustavo Matamoros e os empresários Sondra Macollins Garvin e Santiago Botero, este último um extremista que chama "templários" seus seguidores e promete "romper o sistema" e "pena de morte para corruptos, violadores e assassinos seriais".
Cenário aberto
Para ganhar na primeira volta um candidato necessita obter a metade mais um dos votos, o que na opinião de Richard deixa "um cenário bastante aberto" para a segunda rodada entre os dois primeiros que, segundo as pesquisas, podem ser Cepeda e De la Espriella, e cuja definição dependerá em grande medida da "fratura no campo da direita".
Nas três últimas eleições o uribismo foi a principal força da direita, mas desta vez essa hegemonia é disputada por De la Espriella com um discurso de mão dura contra a delinquência e a guerrilha que seduz boa parte dos votantes do Centro Democrático, desconformes com a candidatura de Valencia ao considerá-la demasiado branda. Alguns eleitores de direita não se sentem à vontade com uma mulher como candidata e menos ainda com seu companheiro de fórmula, Juan Daniel Oviedo, homossexual assumido.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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