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Internacional

China mantém apoio estratégico a Cuba diante da crise econômica

25/05/2026 02:45 3 min lectura 2 visualizações
China mantiene apoyo estratégico a Cuba ante crisis económica

A relação entre China e Cuba tem sido historicamente sólida. O líder chinês Xi Jinping descreveu em múltiplas ocasiões a ilha como "bons irmãos, bons camaradas, bons amigos", uma frase que vai além da diplomacia e reflete vínculos ideológicos e políticos construídos ao longo de décadas.

Cuba é considerada um dos principais pontos de apoio de Pequim com a América Latina, consolidando uma relação estratégica de longa data. Contudo, no meio da atual crise econômica que enfrenta a ilha, a resposta chinesa tem sido moderada, revelando uma abordagem mais cautelosa do que poderia ser esperada de aliados históricos.

Gestos significativos em contexto de crise

Apesar dessa cautela, China tem realizado contribuições importantes. Durante a atual crise, agravada por ameaças de sanções norte-americanas ao envio de petróleo desde o final de janeiro, Pequim enviou aproximadamente 60 mil toneladas de arroz e uma doação de 80 milhões de dólares destinados a equipamento elétrico e infraestrutura energética.

Da mesma forma, China tem investido no desenvolvimento de energias renováveis em Cuba, particularmente por meio da instalação de parques fotovoltaicos que reduzam a dependência da ilha em relação ao escasso petróleo disponível.

Avanços em energia solar

Os dados evidenciam um progresso notável no setor energético. De acordo com o Centro de Estudo Energéticos Ember, Cuba está realizando uma das revoluções solares mais rápidas com o apoio de Pequim. O valor das importações de painéis solares fotovoltaicos e baterias da China para Cuba aumentou mais de 1.800 % entre 2020 e 2025.

Uma solidariedade delimitada por considerações estratégicas

Segundo especialistas consultados, embora a solidariedade chinesa tenha sido significativa para Cuba, o apoio continua sendo limitado. Margaret Meyers, diretora do Programa Ásia e América Latina do Inter-American Dialogue, aponta que "durante muito tempo vimos uma relação baseada na ideia de ajudar Cuba a partir de uma lente principalmente política e ideológica. E isso continua hoje".

Helen Yafe, acadêmica de economia política latino-americana da Universidade de Glasgow, expressa que "China tem sido muito vocal, deixou claro que se opõe às medidas tomadas pelos Estados Unidos e defendeu o direito de Cuba de ter seu próprio sistema econômico e político. Mas essas são palavras. Em termos de ações concretas, o apoio tem sido limitado".

Uma posição mais contida que outros aliados

China tem assumido uma posição notavelmente mais contida que outros aliados históricos de Havana, como Rússia ou Venezuela. Essa cautela reflete a estratégia pragmática que Pequim tem adotado consistentemente em sua política econômica internacional.

Para China, os benefícios do vínculo comercial com Cuba são limitados. Cuba não é o principal parceiro comercial de Pequim na América Latina; sua integração econômica é substancialmente maior com países como Argentina, Brasil ou Chile.

Essa dinâmica ilustra como as considerações estratégicas, econômicas e geopolíticas moldam a política exterior chinesa, mesmo em relações historicamente sólidas. O apoio a Cuba, embora significativo em contextos específicos como energia renovável, permanece dentro dos limites estabelecidos pelo cálculo pragmático de benefícios e riscos para Pequim.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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