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Paraguai

Chefe de Gabinete do Executivo e presidente da ANDE recebem salários como conselheiros, confirma Itaipú

Javier Giménez e Félix Sosa percebem honorários mensais da hidroelétrica, diferentemente de outros ministros conselheiros

11/05/2026 22:45 3 min lectura 26 visualizações
Jefe de Gabinete del Ejecutivo y titular de la ANDE sí cobran como consejeros, confirma Itaipú

Segundo confirmou a própria Itaipú Binacional, o atual chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, Javier Giménez, e o presidente da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), Félix Sosa, percebem salários mensais da hidroelétrica por serem membros do Conselho. Por outro lado, não recebem salários do Poder Executivo ou do Orçamento Geral da Nação (OGN).

O montante de seus salários mensais, segundo as folhas de pagamento da Itaipú, é de G. 82.549.205, mas ambos consignaram em suas declarações juradas que o montante que ganham é de G. 119.352.186. Outras publicações e declarações juradas de ex-conselheiros de Itaipú apontam um montante de até G. 130 milhões, como foi o caso da ex-ministra e conselheira de Itaipú Lea Giménez.

Mudança de situação

"No caso de Félix Sosa, desde que assumiu a presidência da ANDE e por Decreto 247 de 5 de setembro de 2023 como membro do Conselho de ITAIPÚ, o mesmo optou pelo honorário de conselheiro. No que respeita a Javier Giménez, quando assumiu como chefe de Gabinete da Presidência voltou a ser designado como conselheiro, segundo Decreto 5556 de 25 de fevereiro de 2026, e a partir de então começou a receber honorário como tal em ITAIPÚ", explicaram oficialmente desde Itaipú.

A situação de Giménez e de Sosa se diferencia de outros três ministros do Executivo que também são conselheiros da mesma binacional, mas recebem apenas do Executivo: Claudia Centurión de Obras Públicas, o chanceler Rubén Ramírez Lezcano e o assessor jurídico presidencial Roberto Moreno.

Quando Giménez era ministro da Indústria e Comércio, o Executivo indicou que não receberia como conselheiro de Itaipú, mas somente como ministro. Porém, essa situação mudou quando foi nomeado chefe de Gabinete e manteve-se no Conselho, o qual foi esclarecido apenas agora.

Falta de transparência

A falta de transparência na binacional não permite ter documentos públicos que esclareçam bem a situação dos membros do Conselho de Itaipú, já que suas folhas de pagamento criptografadas não detalham a situação de se recebem ou não e apresentam os dados como se todos recebessem, e inclusive apresentam montantes que não seriam os realmente recebidos.

A entidade argumenta que sua condição de empresa binacional a torna imune às leis locais como a 5189/2014, que exige a publicação das nóminas de funcionários e suas remunerações, a lei de transparência administrativa e a chamada Lei Godoy que exige um teto salarial inferior ao que ganha o presidente da República (G. 37.908.800).

Em Itaipú são 109 os que ganham mais que Santiago Peña, e em Yacyertá são 92, somando assim um total de ao menos 201 funcionários de binacionais que recebem salários mensais superiores ao do mandatário.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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