César Sosa ratifica apoio a Pedro Alliana e questiona a candidatura de Baruja
César Sosa, governador de Guairá, reafirmou seu apoio a Pedro Alliana como candidato à presidência e expressou sua surpresa ante a decisão de Horacio Cartes a respeito da candidatura presidencial. Em declarações à rádio Monumental 1080 AM, manifestou: "Estou um pouco surpreso pelo que aconteceu ontem. Me chocou um pouco. Mas hoje nosso candidato é Pedro Alliana, nós nos mantemos firmes nisso e há coisas nas quais não estamos de acordo. O tema de Baruja e muitas outras coisas que todo o mundo sabia".
Sosa apontou que havia descontentamento pela falta de diálogo dentro do oficialismo, situação que teria aprofundado as diferenças e motivado Cartes a modificar seu respaldo. "Provavelmente mudou de jogador, de Mangui para Baruja. Nós não estamos de acordo com isso e vamos continuar apoiando Alliana", manifestou.
Respaldo fundamentado em relação política
O chefe departamental destacou a disposição do vice-presidente para manter contato permanente com dirigentes do interior do país. "O único que nos recebe constantemente a toda a dirigência do interior é Alliana e nós não podemos dar as costas a um grande companheiro que nos dá a chance de continuar dando respostas ao nosso povo", afirmou.
Nesse contexto, Sosa deixou aberta a possibilidade de competir com uma chapa independente se necessário. "Com firmeza, nosso candidato é Pedro Alliana e, se for preciso para isso inscrever outra chapa, bem, vamos fazer", sentenciou.
Perspectivas sobre as internas coloradas
Consultado sobre um possível enfrentamento entre Alliana e Baruja nas eleições internas, Sosa se mostrou confiante na vitória do vice-presidente. "Podem se enfrentar e vamos ganhar", garantiu.
O governador negou a existência de um movimento político novo vinculado ao presidente Santiago Peña e rejeitou que tenha sido proposta a criação de um espaço com as iniciais do mandatário. "Nunca se falou nisso", sustentou.
Explicou que quatorze governadores mantiveram uma reunião com Peña, na qual dedicaram aproximadamente hora e meia para analisar o cenário partidário e coordenar o trabalho em respaldo a Alliana.
Prioridades internas
Sosa afirmou que a criação de um novo movimento não constitui uma prioridade e que essa possibilidade "está em quarto lugar". Do mesmo modo, garantiu que nunca existiu uma divisão formal entre peñismo e allianismo.
Em meio às diferenças internas, enviou uma mensagem dirigida ao ex-mandatário Nicanor Duarte Frutos: "Temos que construir, não destruir".
Ao analisar as causas das tensões dentro do oficialismo, Sosa apontou os círculos próximos ao titular da ANR, Horacio Cartes, aos quais responsabilizou por dificultar o diálogo e limitar a participação de outros dirigentes. "Há entornos que querem destruir, não querem construir. Quanto menor é a mesa, melhor para o entorno e, quanto maior, é difícil para o entorno", expressou.
Considerações sobre cargos públicos
Ao ser consultado, considerou que Baruja deveria renunciar ao Ministério do Urbanismo, Habitação e Habitat (MUVH) se decidir competir contra o candidato do presidente Santiago Peña. "Se vai enfrentar o candidato do presidente, tem que renunciar", manifestou.
Respeito à eleição do companheiro de fórmula de Alliana, Sosa sustentou que a definição deve surgir de uma mesa de diálogo na qual participem os distintos setores. "Todos têm potencial. A ideia é conversar e tirar um grande consenso", sinalizou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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