Caso Hugo Javier: Conformam equipe de fiscais para investigar o fato
O fiscal geral do Estado, Emiliano Rolón, emitiu a resolução 3409, com data de 8 de setembro de 2026, mediante a qual se dispõe a conformação de uma equipe de trabalho de agentes fiscais para intervir na causa penal contra pessoas inominadas sobre um fato a determinar.
O grupo de trabalho designado está integrado pelos agentes Luis Fernando Chamorro Candia, da Unidade Penal 5 do Setor 1 de Assunção, e Sonia Sanguinés, da Unidade Especializada de Fatos Puníveis contra os Direitos Humanos 2.
O trabalho da investigação estará coordenado pela advogada Lourdes Samaniego, fiscal adjunta encarregada da Área II.
O agente fiscal Chamorro já colheu depoimento do companheiro de cela do ex-governador, Luis Giménez, assim como do diretor da Penitenciária Industrial La Esperanza, Teófilo Báez, e da licenciada em enfermagem, Luz Aquino.
O companheiro de cela do ex-governador de Central, Hugo Javier González, manifestou às autoridades que escutou um ruído que o despertou e ao acender a luz da cela que compartilhavam o encontrou "deitado no chão, boca para baixo, balbuciando e com rastros de sangue".
Às 23:12 do domingo, Giménez faz sinais com a mão desde sua cela para indicar que algo ocorreu e que o ex-governador de Central necessita assistência. O afetado estava descalço no momento de ser encontrado em sua cela, mas consciente.
Com respeito a Giménez, o titular do Ministério da Justiça, Rodrigo Nicora, apontou que não tem rastros de violência em seu corpo.
Além disso, detalhou que o companheiro de cela de Hugo Javier tem um registro de privação de liberdade dentro da Unidade La Esperanza sem nenhum tipo de inconveniente, sem relatórios de má conduta. Esclareceu que estuda direito e trabalha em um dos programas de reabilitação.
O médico legista Pablo Lemir divulgou nesta terça-feira cinco hipóteses sobre o que teria ocorrido com o ex-governador de Central, Hugo Javier González, no Pavilhão D Alta do presídio La Esperanza, onde apareceu com lesões. Segundo o especialista, a teoria inicial de um acidente cerebrovascular (ACV) carece de apoio equivalente nos documentos apresentados.
O doutor José Espínola, diretor médico do Hospital Nacional de Itauguá, apontou que o ex-animador encontra-se sedado devido a um quadro de meningite.
Igualmente, informou que o paciente recebe antibióticos, detalhando que ainda não se pode descartar um acidente cerebrovascular, que mantém ativos seus reflexos e que todos os seus sinais vitais estão estáveis.
Em julgamento oral do 4 de janeiro de 2025, o Tribunal de Sentença Especializado, integrado pelas juízas Karina Cáceres, Ana Rodríguez e Yolanda Morel, o considerou culpado dos delitos e o condenou a 10 anos de prisão.
No processo ficou provado que se tentou justificar obras fantasmas com faturas falsas e clonadas, ocasionando um prejuízo patrimonial de G. 5.105 milhões para a Governação de Central.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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