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Paraguai

Caso Canela: resolução judicial prioriza vínculo familiar acima do bem-estar do animal

Juíza defende retorno da cadela à família original, gerando debate sobre capacidade de cuidado e recuperação

17/06/2026 17:01 3 min lectura 5 visualizações
Caso Canela: resolución judicial prioriza vínculo familiar por encima del bienestar de la mascota

A decisão judicial que ordena o retorno de Canela à família que a tinha quando sofreu a explosão que destruiu sua mandíbula continua gerando uma forte reação cidadã. No entanto, para além da resolução em si, foram as explicações fornecidas pela juíza Carmen Román que inflamaram ainda mais o debate.

Durante uma entrevista concedida ao Canal 9, a magistrada defendeu sua decisão argumentando que Canela tem uma família e que, conforme sua interpretação da normativa vigente, corresponde que retorne com ela. "Ao contar com uma família é o que corresponde, que retorne com a família", sustentou Román.

As declarações provocaram questionamentos imediatos dos condutores do programa, que insistiram em um aspecto que para muitos cidadãos se mostra central: as condições em que se encontrava o animal quando sofreu a gravíssima lesão que comocionou o país.

Canela perdeu parte do focinho após um episódio brutal e desde então sua recuperação tem dependido de tratamentos veterinários especializados, cirurgias e cuidados permanentes financiados graças à mobilização de centenas de pessoas e da fundação Olfateando Huellas liderada por Diana Camarasa.

Um dos pontos mais criticados da entrevista foi quando a juíza afirmou que não corresponde privar a cadela de sua família por uma questão econômica. "Não podemos nós, porque seja de nível econômico baixo, privá-la a Canela de sua família", expressou.

Ante as consultas sobre se o julgado verificou a capacidade econômica dos proprietários para sustentar um tratamento que requer importantes recursos mensais, a magistrada respondeu que se os donos se opuseram a entregar definitivamente o animal, presume-se que estão em condições de se encarregar.

Essa explicação foi recebida com incredulidade pelos entrevistadores e posteriormente por numerosos usuários em redes sociais, que questionaram que não se tenham exposto publicamente avaliações concretas sobre as condições materiais para garantir a continuidade do tratamento.

Outro aspecto que gerou controvérsia foi a explicação sobre as circunstâncias que derivaram nas lesões sofridas por Canela. Román sustentou que o incidente não ocorreu dentro da moradia e que os proprietários não foram quem protagonizou diretamente o episódio. "Os donos não foram os que protagonizaram esse acidente", afirmou.

Entretanto, durante a entrevista se lhe apontou que a moradia não contava com um perímetro de proteção adequado para impedir que o animal saísse à via pública, situação que para muitos representa precisamente uma responsabilidade de seus cuidadores.

As respostas da magistrada foram interpretadas por numerosos setores como uma priorização do vínculo familiar acima das garantias sobre a recuperação e o bem-estar futuro do animal.

Enquanto continua a polêmica, organizações animalistas, cidadãos e profissionais vinculados à proteção animal mantêm sua preocupação pelo futuro de Canela, cujo caso se converteu em um dos símbolos mais importantes da luta pela proteção animal no país.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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