Cartismo respalda iniciativa de lei de capitalidade para Assunção
Compromisso legislativo com a capital
Durante a campanha para a intendência de Assunção, o cartismo expressou seu respaldo à lei de capitalidade como mecanismo para que o Município contasse com recursos destinados a obras. A intendenta eleita Soledad Núñez levantou uma estratégia alternativa, sinalizando que o Estado não conta com fundos adicionais para o município e que se focará em eliminar caixas paralelas para obter os recursos necessários.
O deputado oficialista Yamil Esgaib manifestou estar "1.000 por cento" a favor de uma legislação que outorgue maiores recursos à capital. Consultado sobre a necessidade de aguardar a postura da intendenta eleita, respondeu que não era necessário fazê-lo e expressou confiança de que Núñez estaria de acordo com a iniciativa.
Acompanhamento desde o Congresso
No mesmo sentido se pronunciou o deputado José Rodríguez, que assegurou que desde o Congresso acompanharão as medidas necessárias para fortalecer a Administração municipal. "Tudo o que precisar a senhora Soledad Núñez para melhorar a cidade, nós vamos acompanhar com mil prazeres", afirmou.
Rodríguez sinalizou que existe legislação vigente que estabelece recursos para a Municipalidade de Assunção, mas que não estaria sendo aplicada plenamente. Indicou que revisarão o marco normativo atual e que, se for necessária uma modificação ou uma nova lei, acompanharão o levantamento.
O legislador também mencionou a possibilidade de avançar mediante um trabalho coordenado entre o Governo central e a Municipalidade. Citou como exemplos a renovação da avenida Artigas, o projeto de recuperação do Parque Caballero e as intervenções previstas para o Centro Histórico de Assunção (CHA).
Rodríguez abordou além disso a possibilidade de que a nova administração municipal utilize ferramentas como o padrinazgo, mediante o qual empresas privadas podem colaborar na melhoria de praças, ruas, passeios centrais e outros espaços públicos através de convênios com a Municipalidade.
Argumentos sobre a capitalidade
O vereador reeleito César Ceres Escobar defendeu a necessidade de uma lei de capitalidade, sustentando que Assunção enfrenta uma carga adicional por sua condição de sede dos poderes do Estado e pela quantidade de pessoas que ingressam diariamente na cidade desde outras localidades.
"Como capital e como administração municipal, precisa de uma lei de capitalidade por representar o país ante delegações internacionais, ser domicílio de toda a oficina central do Estado, ser o ponto focal comercial do Paraguai", expressou Escobar.
Escobar afirmou que diariamente ingressam em Assunção aproximadamente dois milhões de pessoas provenientes de outras cidades, motivo pelo qual considerou que a normativa deveria ser o ponto de partida para garantir recursos destinados a atender as necessidades da capital.
"A lei de capitalidade deve ser o início de devolver à capital os fundos necessários para administrar essas necessidades e depois avançar com um sistema constitucional que tenha um benefício permanente e não fique atado à vontade do Congresso em exercício", sinalizou o vereador reeleito.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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