Cartismo no Senado recua e Concepción e Alto Paraná conservarão recursos de Hambre Cero
Liderança oficialista aceita rejeição da Câmara de Deputados e suspende exclusão de gobernações
Em coletiva de imprensa, Natalicio Chase, líder da bancada oficialista na Câmara de Senadores, confirmou que o oficialismo "recuará" e aceitará o rechaço da Câmara de Deputados ao projeto de lei que buscava excluir as gobernações de Concepción e Alto Paraná (administradas pelos cartistas Liz Meza e Landy Torres, respectivamente).
"Houve reuniões com o Conselho de Gobernadores. Há uma análise prévia de Deputados, por isso se votaria por manter o sistema de Hambre Cero assim como está atualmente e seguir avaliando essas duas gobernações. Inicialmente sim (recuaríamos) da postura inicial tomada no Senado", antecipou.
Afirmou que a aceitação do rechaço se baseia no fato de que a Controladoria já iniciou uma análise sobre o tema e aguardarão os resultados.
"A medida que se tomou no Senado já teve seu efeito; a Controladoria já realizou sua análise correspondente e é essa instituição a que lhe corresponde a análise. É um projeto apresentado por Silvio Ovelar e sua preocupação será atendida pela análise da CGR. Quando terminarem (o processo de revisão dos bens dos gobernadores), o parecer da Controladoria será a ferramenta mais importante", comentou.
No passado 4 de março, durante a sessão ordinária da Câmara Alta, a pedido do senador Silvio Ovelar, o plenário aprovou sobre a mesa o projeto de lei "Que modifica o artigo 9º da Lei nº 7264/24, que cria o Fundo Nacional de Alimentação Escolar para a universalização equitativa da alimentação escolar (Hambre Cero em nossas escolas e sistema educativo), e suas modificações".
A iniciativa propôs que a administração dos recursos do programa Hambre Cero, destinados às gobernações de Concepción e Alto Paraná, se centralizasse através do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS).
Um mês depois, em 7 de abril, a Câmara de Deputados rechaçou o projeto, ficando por definir se o Senado mantinha sua postura (necessitam-se 23 votos) ou aceitava o rechaço da Câmara Baixa. O projeto se encontra no ponto 4 da Ordem do Dia da Sessão Extraordinária desta terça-feira, e segundo Chase, o rechaço de Deputados seria aceito.
Quanto ao projeto de lei que busca transferir os recursos de gobernações de Hambre Cero aos municípios, apresentado pelo senador colorado Colym Soroka, correrá a mesma sorte, ou seja, também seria rechaçado, segundo antecipou Chase.
"O segundo projeto de transferir Hambre Cero aos municípios já tínhamos falado da postura que tem a bancada. Vamos manter como se administra hoje o Executivo com as gobernações. O que acontece é que não nos compete analisar se há ou não há desvios (se há confiança nos gobernadores), podemos ter dúvidas pessoais ou pode haver versões, mas são outras entidades, como a CGR e a Auditoria do Poder Executivo, são as que devem fazer as análises correspondentes", sentenciou Chase.
O segundo projeto se encontra no ponto 4.1 da ordem do dia da sessão extraordinária desta terça-feira e se denomina "Que modifica os artigos 4º, 5º incisos c, e e f, 7º, 8º e 9º da Lei 7294/24 'Que cria o Fundo Nacional de Alimentação Escolar para a universalização equitativa da alimentação escolar (Hambre Cero em nossas escolas e sistema educativo)".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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