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Paraguai

Cardeal lamenta que famílias não consigam levar pão às suas mesas

Durante celebração de Corpus Christi, Adalberto Martínez Flores reflete sobre diferentes formas de fome que afetam a sociedade paraguaia

08/06/2026 10:45 3 min lectura 10 visualizações
Cardenal lamenta que haya familias sin poder llevar el pan a sus mesas

Não há pão nas mesas de muitas famílias paraguaias, afirmou ontem o cardeal Adalberto Martínez Flores, arcebispo de Assunção, quem aproveitou a celebração de Corpus Christi para refletir sobre as distintas formas de fome que afetam a sociedade, exortando os fiéis a assumirem um compromisso concreto com a solidariedade, a paz e o diálogo.

Isto durante sua homilia na missa central da Catedral Metropolitana, ocasião em que o purpurado destacou que a Eucaristia interpela aos cristãos a olhar a realidade de quem sofre necessidades materiais.

"Esta festa também nos convida a olhar a realidade de nosso mundo. Enquanto muitas famílias têm dificuldades para levar o pão cotidiano às suas mesas, outras vivem em abundância e às vezes descartam as refeições, alimentos", expressou.

Martínez afirmou que a comunhão com Cristo deve se traduzir em ações concretas em relação aos mais necessitados. "A fome dos outros também deve ser saciada por nossa solidariedade, porque sendo membros de um único corpo nos torna solidários uns com os outros", sustentou.

Não obstante, salientou que as carências da sociedade não se limitam unicamente ao material. "Sabemos que também há outras fomes que não são necessariamente de pão, mas há fome de paz, de verdade, de coerência, de fraternidade e esperança", manifestou.

O arcebispo indicou que muitas pessoas buscam sentido e plenitude em meio às dificuldades cotidianas. Nesse contexto, recordou que "há fome de Deus", uma necessidade espiritual que, segundo disse, só pode ser plenamente saciada pela fé e o encontro com Cristo.

Assim também, destacou que a Eucaristia ensina o caminho da convivência social e do serviço ao próximo. "Nos ensina qual é o caminho também da fraternidade e do serviço", afirmou ante os fiéis reunidos para a solenidade.

Em outro momento de sua pregação, o purpurado relacionou a fé com o compromisso cidadão e a construção de uma cultura do encontro. "Quem recebe o corpo de Cristo está chamado também a ser construtor de paz, promotor do diálogo e servidor dos irmãos", enfatizou.

A celebração de Corpus Christi reuniu milhares de católicos em todo o país. Para o cardeal, a procissão e a adoração eucarística não constituem apenas uma tradição religiosa, mas um lembrete de que a fé deve se expressar em gestos concretos de solidariedade, justiça e proximidade com quem mais sofre.

"A fome dos outros também deve ser saciada por nossa solidariedade, porque sendo membros do único corpo nos torna solidários uns com os outros".

O bispo de Caacupé, Ricardo Valenzuela, afirmou que a maior ameaça à eucaristia não são as profanações, mas a falta de fiéis que acompanhem e adorem a Jesus sacramentado.

Isto expressou durante a missa central na Basílica Santuário de Caacupé, onde recordou o caso da diocese Belley-Ars da França que decidiu retirar temporariamente o Santíssimo Sacramento dos sacrários devido a uma série de roubos e atos sacrílegos. Segundo explicou, a medida foi adotada porque não havia presença suficiente de fiéis para custodiar os templos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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