Terça, 04 de Agosto de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Economia

Capasu analisa impacto do reajuste salarial e combustíveis nos preços de produtos

04/08/2026 03:00 3 min lectura 4 visualizações

Análise de impactos econômicos no setor supermercadista

O presidente da Câmara Paraguaia de Supermercados (Capasu), Gustavo Lezcano, analisou os possíveis efeitos do aumento de combustíveis e do reajuste do salário mínimo na estrutura de preços de produtos e serviços ao consumidor.

Segundo suas declarações, o reajuste de 5% do salário mínimo poderia começar a refletir-se nos preços a partir da quinzena de agosto. "Convenhamos que também temos um reajuste de 5% do salário que vai se sentir a partir deste mês, não saberia se na imediatez desta semana, mas quinzena de agosto poderiam haver novidades, não acredito que seja muito, não deveria incidir muito fortemente, mais que um custo direto de combustível, logística", manifestou.

Custo de mão de obra como fator principal

Para Lezcano, o impacto mais significativo nos supermercados provém do reajuste salarial, mais que da alta do combustível. Explicou que esta situação obedece à estrutura de custos operacionais do setor.

"60% dos custos no supermercadismo são mão de obra. Depois você tem o que prestam serviços aos pessoais, transferem a alta no mês. Nós somos tomadores de preços e vamos ver como vai se comportando com o transcurso dos dias", expressou o titular da Capasu.

Participação de canais de comercialização

Lezcano também se referiu aos dados do Ministério da Indústria e Comércio (MIC) respeitante ao consumo em massa. Segundo esses dados, 85% do consumo é canalizado através de despensas e armazéns de bairro, enquanto os supermercados participam com entre 30 a 35% do consumo em massa.

"Sempre ficamos como os vilões da história, mas tentamos sempre, como prestamos muitos serviços, atendimento ao cliente, hoje vemos que isso nos escapa e vai para o canal tradicional que são as despensas, armazéns, seja por proximidade, ou também porque a despensa tem o famoso caderninho. Não são as compras do mês, são as compras de emergência para um problema imediato", expressou.

Desaceleração do consumo observada

O presidente da Capasu também reportou uma desaceleração no consumo a partir do mês anterior. "Ralentizou um pouco o consumo, tivemos três fins de semana seguidos com bons preços da costela e não impulsionou como esperávamos as vendas, algo está acontecendo, tanto agosto quanto setembro são meses ruins para o supermercado", sinalizou Lezcano.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.