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Paraguai

Búfalo duplica a rentabilidade do bovino em campos marginais, segundo especialista argentino

24/04/2026 15:18 3 min lectura 2 visualizações
El búfalo duplica la rentabilidad del bovino en campos marginales, según especialista argentino

O búfalo se consolida como alternativa pecuária na região, com um crescimento anual de 10 a 15%, enquanto o bovino perdeu estoque nos últimos anos. Assim afirmou Gustavo Crudeli, especialista em reprodução animal e referente em produção bubalina do NEA argentino.

"É uma espécie que claramente está se consolidando como a terceira onda da pecuária", explicou Crudeli, traçando um paralelo com a incorporação histórica de raças britânicas primeiro e depois do zebu nos sistemas produtivos.

Este crescimento se replica em toda a região. "Não só no Paraguay, também na Bolívia, Brasil ou Venezuela, o búfalo vem ganhando espaço, with sistemas que inclusive integram produção de carne e leite", assinalou o especialista.

O búfalo encontra seu nicho em ambientes onde o bovino não pode expressar seu potencial genético. "Em solos difíceis, com pastagens de baixa qualidade, o bovino perde eficiência, enquanto o búfalo se adapta e produz", explicou Crudeli.

A principal vantagem reside em sua capacidade digestiva. "Tem um aparelho digestivo que aproveita o que vier, inclusive forragens de má qualidade. Isso lhe permite manter bons níveis produtivos em condições onde o bovino não responde", sustentou.

Esta adaptação se traduz em indicadores superiores: "o búfalo alcança maiores porcentagens de prenhez, melhores pesos ao desmame e alcança cerca de 400 quilos aos dois anos em pasto natural, algo muito difícil de conseguir com bovinos nesses ambientes".

Em termos econômicos, os dados do CREA Taragüí mostram que "a rentabilidade sobre o capital foi de 10,6% para o búfalo, contra 5,5% do bovino. Praticamente duplica a rentabilidade em condições de bom manejo para o bovino".

A produção de carne por hectare se situou em 78 quilos para búfalos contra 74 quilos em bovinos, com sistemas bem manejados. Além disso, a búfala apresenta maior longevidade reprodutiva, podendo produzir durante muitos mais anos.

"Encontramos animais de 22 anos ainda prenhes e em bom estado. Isso implica mais crias ao longo de sua vida produtiva", destacou Crudeli.

O especialista reconheceu que persistem barreiras culturais. "Ainda há mitos sobre a carne, quando na realidade é mais saudável, com menos colesterol e mais proteína. É uma questão cultural que vai se quebrando aos poucos".

Com umas 300 a 350 mil cabeças contra mais de 50 milhões de bovinos, o desenvolvimento do mercado será gradual. "Não se pode pretender abastecer massivamente, mas com o tempo a oferta vai crescer e o consumo também".

Crudeli apresentou uma visão complementar: "Não é búfalo contra bovino. Em campos bons podem conviver perfeitamente. A chave é aproveitar o melhor de cada um para maximizar a rentabilidade do sistema".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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