Brasil pressiona o Novilho Mercosul, que acumula queda de US$ 0,23 em três semanas
O valor médio do gado para abate na região voltou a retroceder pela terceira semana consecutiva, arrastrado principalmente pela queda das referências no Brasil, em um cenário onde o aumento da produção brasileira e a forte vocação exportadora em direção à China continuam marcando pressão sobre o mercado regional.
De acordo com o informe da Faxcarne, o Índice do Novilho Mercosul caiu US$ 0,05 na última semana e se ubicou em US$ 4,67 por quilo carcaça. Com este ajuste, o indicador acumula uma queda de US$ 0,23 nas últimas três semanas, equivalente a uma baixa de 2,9% no mês.
O movimento mais forte se observou no Brasil, onde o valor médio do boi gordo nos principais estados exportadores perdeu US$ 0,07 na semana e ficou em US$ 4,12 por quilo carcaça. Trata-se da referência mais baixa desde meados de fevereiro, 20 semanas atrás, confirmando o peso que tem o mercado brasileiro na formação do preço regional.
Dentro do Brasil, as referências se ubicaram em US$ 4,24 em São Paulo, US$ 4,52 no Rio Grande do Sul, US$ 4,19 em Mato Grosso do Sul, US$ 4,11 em Mato Grosso e US$ 4,02 em Goiás.
Na comparação mensal, as quedas mais marcadas se deram em Mato Grosso, com uma baixa de 6,5%, e Mato Grosso do Sul, com um retrocesso de 4%.
Na Argentina, a referência do novilho de exportação se manteve estável em moeda local, embora uma desvalorização de 0,6% da taxa de câmbio tenha determinado uma queda de US$ 0,03 na medição em dólares, ficando em US$ 5,64 por quilo carcaça. Este valor inclui o imposto de 5% sobre a exportação de carne de novilho.
No Uruguai o mercado se mantém firme, com os novilhos especiais de exportação cotizando sobre uma base de US$ 5,60 por quilo carcaça, sem mudanças frente às últimas referências.
No Paraguai também predomina a estabilidade, com o macho comum ubicado em US$ 5,00 por quilo carcaça, embora o mercado siga atento a uma possível maior oferta de gado que poderia gerar correções à baixa.
Fora do Mercosul, as referências mostram comportamentos díspares. No Chile, o novilho cotiza em US$ 5,56 por quilo carcaça, com uma melhora mensal de 1,7%, enquanto que na Colômbia a referência do novilho Medellín se ubica em US$ 6,58, acumulando uma alta de 7,1% no mês.
Nos Estados Unidos, o novilho se mantém como uma das referências mais altas do mundo, com um valor de US$ 8,93 por quilo carcaça, praticamente sem mudanças frente ao mês anterior.
Na Austrália, o novilho pesado de 300 a 400 quilos cotiza em US$ 5,50, com uma baixa mensal de 5,3%, enquanto que na Nova Zelândia os touros se ubicam em US$ 5,54, com uma melhora de 1,2%.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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