Sexta, 18 de Setembro de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Economia

Brasil poderia captar até 40% da nova cota de carne bovina dos Estados Unidos

18/09/2026 03:45 2 min lectura 25 visualizações

Brasil poderia se tornar um dos principais beneficiários da ampliação da cota de importação de carne bovina anunciada pelos Estados Unidos, com possibilidades de captar entre 30% e 40% das 300 mil toneladas adicionais habilitadas para o mercado estadounidense.

De acordo com estimativas de Safras & Mercado, esse percentual representaria entre 90 mil e 120 mil toneladas adicionais de carne brasileira, em um cenário onde a demanda dos Estados Unidos continua firme, especialmente por carne magra destinada à elaboração de hambúrgueres.

A nova abertura melhora as condições de acesso para Brasil, já que permite comercializar produto dentro de cota sem enfrentar temporariamente a tarifa adicional de 26,4% que se aplica uma vez esgotado o cota regular. Atualmente, Brasil dispõe de uma cota própria de 52,4 mil toneladas anuais, volume que este ano foi utilizado em apenas 15 dias.

Entretanto, Safras & Mercado advertiu que a participação brasileira dentro das 300 mil toneladas adicionais não está garantida. Argentina, Austrália, Uruguai e Nova Zelândia contam com cotas específicas nos Estados Unidos, portanto Brasil terá que competir principalmente com Paraguai e outros fornecedores que utilizam o contingente destinado a terceiros países.

Nesse cenário, as indústrias frigoríficas brasileiras deverão avaliar a relação entre preços, custos logísticos e rentabilidade frente a outros destinos. Apesar das restrições tarifárias, Estados Unidos já se consolidou como um mercado relevante para a carne do Brasil.

Até agosto, as exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos alcançaram 269,1 mil toneladas por um valor de US$ 1.740 milhões, o que representou um crescimento interanual de 28,7%, segundo os dados citados por Safras & Mercado.

A consultora sinalizou que o mercado estadounidense não teria capacidade para substituir completamente a demanda da China, mas poderia absorver uma parte importante da oferta brasileira enquanto as compras chinesas se mantenham em níveis mais moderados.

Além disso, a expectativa de uma menor disponibilidade de gado para abate no Brasil durante o segundo semestre, combinada com a firme demanda interna dos Estados Unidos e uma eventual recuperação das compras da China com vistas a 2027, poderia gerar um cenário de maior competência pela carne brasileira e sustentar os preços do gado gordo em direção ao fechamento de 2026.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.