Brasil acelerou sobre EUA e Chile após o freio da China, e ganhou espaço em mercados-chave para o Paraguai
A redução dos embarques brasileiros de carne bovina para a China, após se completar a cota disponível para 2026, começou a mostrar outra face do negócio exportador do Brasil: uma maior presença em mercados alternativos, entre eles Estados Unidos e Chile, dois destinos que também têm uma importância estratégica para a carne paraguaia.
Os dados publicados pela Faxcarne, com base em informação da Secretaria de Comércio Exterior do Brasil (Secex), mostram que enquanto as vendas para a China se reduziram com força durante julho, outros mercados aumentaram suas compras e começaram a absorver uma maior proporção da oferta brasileira.
O movimento permite observar com maior clareza a capacidade do Brasil para redistribuir suas exportações quando perde temporariamente espaço em seu principal mercado e, ao mesmo tempo, aumenta a competição dentro de destinos onde o Paraguai vem construindo uma participação relevante.
Um dos movimentos mais importantes está se dando nos Estados Unidos. Durante julho, o Brasil exportou cerca de 23.900 toneladas de carne bovina congelada para o mercado estadunidense, às quais se somaram outras 2.163 toneladas de carne resfriada. Em conjunto, as colocações superaram 26.000 toneladas durante o mês.
No acumulado de janeiro a julho, as exportações brasileiras de carne congelada para os Estados Unidos atingiram 190.975 toneladas, um crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2025.
O avanço é ainda maior dentro do segmento de carne resfriada. O Brasil exportou 18.685 toneladas durante os primeiros sete meses do ano, com um crescimento interanual de 110%.
Ainda que os volumes mensais ainda estejam abaixo dos níveis registrados entre fevereiro e abril, quando o Brasil chegou a colocar cerca de 35.000 toneladas mensais, os Estados Unidos se consolidam como uma saída cada vez mais relevante para a produção brasileira.
Outro mercado onde o Brasil está crescendo de maneira importante é o Chile, historicamente um dos principais compradores de carne paraguaia.
No caso da carne resfriada, o Brasil exportou 66.192 toneladas para o Chile entre janeiro e julho, o que representa um incremento de 38% frente ao mesmo período do ano anterior.
Apenas durante julho, as exportações brasileiras de carne resfriada para o mercado chileno atingiram 14.132 toneladas.
A esse volume se somam as vendas de carne congelada. Nos primeiros sete meses do ano o Brasil colocou 22.706 toneladas deste produto no Chile, com um crescimento interanual de 14%.
O comportamento confirma uma maior agressividade comercial do Brasil em um destino onde o Paraguai tem uma presença histórica e onde qualquer incremento relevante da oferta brasileira pode elevar a competição entre fornecedores.
A saída temporária da China obriga a diversificar
A mudança se produz após a redução dos embarques brasileiros de carne bovina para a China, luego de completarse la cuota disponible para 2026...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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