Bolívia inicia operativo para despejar barricadas sob estado de exceção
Operativo de despeje em marcha
Militares da Bolívia iniciaram, junto com a polícia, o levantamento de barricadas de manifestantes que paralisam o país há mais de seis semanas, em virtude do estado de exceção decretado pelo presidente Rodrigo Paz.
Desde princípios de maio, uma ampla coalizão de sindicatos, grupos indígenas e cultivadores de coca realizam manifestações e bloqueios de vias em diferentes pontos do território.
Impacto na economia e abastecimento
As principais cidades do país, principalmente La Paz e sua vizinha El Alto, experimentaram grave escassez de combustível, alimentos e medicamentos. A economia registrou perdas significativas devido a estes protestos, no que representa a pior crise econômica da Bolívia em quatro décadas.
O presidente Paz advertiu aos manifestantes que se enfrentariam com o cumprimento rigoroso da lei, na tentativa de pôr fim aos distúrbios generalizados.
Medidas do estado de emergência
O estado de emergência de 90 dias restringe o direito de manifestar e permite ao presidente deslocar o exército para restabelecer a ordem pública.
Trabalhos nas principais cidades
No início da manhã de sábado, pessoal policial e escavadeiras intervieram para despejar uma barricada composta por pedras, troncos e escombros na cidade de El Alto. Duas viaturas militares se somaram ao convoy policial para avançar em uma rota que conecta com o sul do país e o norte chileno.
As forças de segurança continuaram limpando escombros, pedras e troncos deixados pelos manifestantes. Alguns residentes aplaudiram o deslocamento dos agentes armados que chegaram a bordo de camionetes.
"Muita felicidade, muita paz como alteña, porque todos estes quase cinquenta dias que passaram, foi tudo coartado aqui no Alto, tanto o trabalho, a livre circulação"
Em La Paz, pessoal policial militar e da Marinha custodiavam o palácio presidencial, enquanto unidades da polícia se encontravam posicionadas em vários pontos da cidade.
Chamado à normalidade
"Os bolivianos não podem continuar sendo reféns de bloqueios que impedem trabalhar, estudar, receber atendimento médico, abastecer-se e levar sustento para seus lares", declarou Paz nas redes sociais.
Os manifestantes reclamam que o presidente abandone as reformas econômicas liberais e renuncie de seu cargo.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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