Bispo de Caacupé lamenta títulos falsos e roubos "por todos os lados"
O bispo Ricardo Valenzuela centrou sua homilia no temor a Deus destacando dois aspectos. Por um lado, referiu-se àquele medo que anima para boas ações, que instiga a depositar confiança em si mesmo. Por outro lado, referiu-se à falta de medo para as más ações.
Durante a missa central celebrada na Basílica Santuário de Caacupé, o prelado referiu-se neste sentido à imoralidade e nesse marco criticou a falta de respeito para com a outra pessoa, em casos como de títulos falsos, máfia dos pagarés e roubos às diferentes classes sociais.
"Necessitamos recuperar nossos valores, os valores morais, valores patrióticos, valores cristãos para voltar a reencaminhar muitas coisas na vida de nossa sociedade", expressou.
Valenzuela sinalizou que existem ameaças que vão além da insegurança física e que estão relacionadas com uma profunda crise ética.
Nesse contexto, mencionou "um liberalismo agressivo que nos convida a todos os prazeres" e "um secularismo ditador que te tira Deus de todos os teus planos e projetos", advertindo sobre o impacto que essas tendências têm na vida pessoal e comunitária.
O bispo questionou o aparecimento de títulos profissionais falsificados e o uso indevido de cargos ou profissões. Exemplificou o caso de um médico, que "em vez de te tirar um membro, tenha que te tirar outro".
"Hoje ouvimos quantos títulos falsos vão aparecendo. Como alguém tem essa coragem de ter um título falso?", criticou.
Igualmente, questionou que não haja temor para roubar. "Não falemos dos roubos que há por todos os lados, de cima para baixo, do rico até o pobre. Todos parece que entramos nesse de querer roubar", afirmou.
Segundo o religioso, essas condutas terminam destruindo famílias, afetando a reputação das pessoas e deixando sequelas nos filhos, que muitas vezes carregam com o peso social dos erros cometidos por seus pais.
Também mencionou a infidelidade, o incumprimento de responsabilidades e as ações desonestas como situações ante as quais a consciência humana deve atuar como um aviso permanente.
Em outra passagem de sua mensagem, sinalizou que a sociedade enfrenta múltiplos temores relacionados com as doenças, a perda do emprego, a incerteza econômica e o aumento da violência. "Agora tantas doenças batem nas portas de muitas casas e não sabemos como enfrentar", indicou.
Finalmente, exortou aos fiéis a agir com retidão e coragem, lembrando que o verdadeiro temor deve surgir ante as más ações e não ante o compromisso de fazer o bem. "Não tenham medo em fazer as coisas boas, mas sim tenham medo quando fazem coisas más", concluiu.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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