Bernd Gunther: falta plano maestro técnico para a Hidrovia Paraguai-Paraná
A discussão sobre o futuro da Hidrovia Paraguai-Paraná avança no plano político, mas ainda carece de uma base técnica suficiente para definir um modelo de gestão a longo prazo. Assim se manifestou Bernd Gunther, presidente do Centro de Armadores Fluviais e Marítimos (Cafym), que apontou a inexistência de um plano maestro que estabeleça como manter a navegabilidade do rio de forma coordenada entre os países da região.
Vazio na planejamento técnico
De acordo com o expresso por Gunther, o Tratado de Santa Cruz de la Sierra, assinado em 1992, proporciona o marco legal para a navegação na Hidrovia, mas não inclui especificações técnicas detalhadas sobre a dragagem e manutenção da via fluvial. Este vazio representa um desafio importante para estabelecer operações sustentáveis a longo prazo.
A falta de um documento técnico integral gera incerteza sobre os procedimentos específicos que serão seguidos para garantir a navegabilidade contínua do rio, assim como sobre os mecanismos de coordenação entre as nações ribeirinhas que dependem desta importante via de transporte.
Importância da coordenação regional
Gunther enfatizou a necessidade de que os países envolvidos trabalhem conjuntamente na elaboração de um plano maestro que defina claramente os padrões técnicos, os procedimentos de manutenção e as responsabilidades de cada nação em relação à Hidrovia. Esta coordenação é essencial para que a via fluvial continue cumprindo sua função como corredor de transporte de carga regional.
A Hidrovia Paraguai-Paraná representa um eixo vital para o comércio e a logística da região, pelo que contar com diretrizes técnicas precisas resulta fundamental para sua operação eficiente e sustentável.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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