Banqueiro proposto por Peña para presidir BCP já foi sancionado
O presidente da República, Santiago Peña, propôs nesta quarta-feira Raúl Vera Bogado como presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), e Pedro Acosta e Edsel González como integrantes da Diretoria, assegurando que contam com ampla trajetória na banca pública e no manejo de crises.
Porém, em 2022 o próprio BCP havia emitido uma sanção contra Vera Bogado, impondo-lhe uma multa de 275 salários mínimos, equivalentes a G. 630 milhões naquela época, devido a que foram detectados descumprimentos de disposições no Banco Regional, onde atuou como presidente entre 2013 e 2021.
Segundo o registro de sanções da banca pública, a sanção responde ao descumprimento de disposições sobre normas de classificação de ativos, riscos creditícios, provisões e apropriação de juros. Igualmente, por descumprir a obrigação de realizar o arraste da mora e sua correspondente provisão a fim de manter os ativos e riscos debidamente classificados.
As normas que foram infringidas pelo banqueiro abrangem a Resolução nº 1, Ata nº 60 de 28 de setembro de 2007; a Resolução nº 13, Ata nº 28 de 24 de abril de 2014; o artigo 104 da Lei Geral de Bancos, Financeiras e Outras Entidades de Crédito, e a Resolução nº 23, Ata nº 4 de 21 de janeiro de 2022. A sanção tornou-se firme e executoriada, e a multa foi paga em 3 de fevereiro desse mesmo 2022.
Pode ler também: BCP impôs multa de USD 910.000 a ente bancário
Pelos mesmos motivos, o BCP presidido então por José Cantero também multou com quase G. 630 milhões cada um aos então dirigentes Roland Wolff Wanderer, Wolfgang Bronstrup Weiher, Alfredo Ricardo Raatz Becker, Wolfgang Bronstrup, Cornelis Johannes Beijer, Erik Viktor Harald e Eugenio Oze de Morvil Martínez.
No total, o banco privado pagou uma multa de aproximadamente G. 6.300 milhões, aproximadamente USD 910.000, segundo estabelecia também o registro de sanções da banca matriz.
Após cumprir com a multa, a empresa emitiu um comunicado no qual sinalizava que o caso corresponde à conclusão de um processo administrativo que havia sido ordenado pela Superintendência de Bancos em 2019, mas assegurou que já estava debidamente regularizado e que foram implementados os mecanismos de controle para evitar contingências futuras.
Vera Bogado é Mestre em Ciências em políticas econômicas pela Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (EUA), e conta com formação executiva em Wharton School, Universidade de Pensilvânia e Incae Business School. Também é economista pela Universidade Nacional de Assunção (UNA).
Entre 2011 e 2022 já foi presidente do BCP; posteriormente ministro da Indústria e Comércio; embaixador paraguaio na Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo e União Europeia; assim como diretor adjunto do Louis Berger Group Inc. para América Latina e Caribe. Externamente, foi consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do PNUD.
No Banco Regional, primeiro esteve como diretor executivo de 2009 até 2013, após o qual passou a ser presidente da entidade bancária e renunciou ao cargo em março de 2021.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.