Bachi afirma que não bloqueará eventual juramento de Mario Abdo se se candidatar como senador
As intenções do cartismo de "regulamentar" o artigo 189 da Constituição Nacional foram se diluindo coincidentemente com a confirmação de que Horacio Cartes nem Santiago Peña aspiram a ser senadores ativos e diante de críticas da oposição que advertiram que o pano de fundo é a reeleição presidencial.
Mas Bachi Núñez insiste em que atualmente os ex presidentes sim podem assumir como senadores ativos, levando em conta o precedente de Horacio Cartes e Nicanor Duarte Frutos, que foram habilitados pela Corte Suprema de Justiça, mas não juraram porque naquele momento não tiveram respaldo no Congresso.
Ao ser consultado sobre sua posição acerca de se Mario Abdo Benítez, líder do Colorado Añetete, se candidatar e ganhar uma banca nas eleições de 2028, respondeu que não se oporia ao seu juramento.
"Ninguém precisa. Mario Abdo não precisa de uma lei para se candidatar. Ele tem que se candidatar mesmo. A Corte vai habilitá-lo, já habilitou outros. Então depois de uma maioria, eu não vou votar contra porque estou de acordo que os ex presidentes sejam senadores ativos. Para mim vai ser uma soma importante pela experiência que tiveram", argumentou em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM.
Até o momento, Mario Abdo não expressou interesse em algum cargo eletivo e embora tenha se mostrado a favor de regulamentar a senaduría vitalícia, não coincide nos termos do cartismo.
Bachi considera que a lei vigente permite que um ex presidente não só assuma como senador ativo, mas que assuma também na Mesa Diretiva, inclusive no posto de titular da Câmara de Senadores, o que por sua vez significaria que esteja na "linha de sucessão" para assumir como presidente da República, quando esse cargo e o de vice presidente ficarem vagos, que é o verdadeiro temor da oposição.
Segundo explicou, o projeto que propunha estabelecia justamente que os ex presidentes da República possam assumir no Senado, mas não conformar a Mesa Diretiva, evitando assim estar na "linha de sucessão".
Embora por enquanto não se trate o projeto, o titular do Congresso ressalta que pelo menos se instalou o debate.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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