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Polícia

Autópsia de civil assassinado em Naranjito confirma um único disparo: "Aparentemente não era o objetivo"

23/07/2026 16:45 3 min lectura 24 visualizações

Pablo Lemir, médico forense do Ministério Público, informou que a autópsia realizada em Josemar Escobar Piris (37) revelou que a lesão que lhe causou a morte foi um disparo que começou na região lombar.

Piris é o único civil assassinado em meio ao ataque ao Posto Policial Nº 4 de Naranjito, no distrito de Ybyrarobaná, Departamento de Canindeyú. Ali foram executados dois suboficiais.

"Acabamos de concluir a autópsia do senhor Piris (Josemar). No caso dele, temos que a lesão que causa a morte é uma lesão que ingressa na região lombar posterior e o projétil segue uma trajetória interna, que vai em rumo ascendente, lesionando os pulmões, os grandes vasos e, finalmente, tem um orifício de saída na região zigomática, lado esquerdo", especificou Lemir.

Isso lhes dá a pauta de que Piris provavelmente estava tentando se cobrir em meio ao ataque que teria sido perpetrado por aproximadamente 20 homens armados. Estaria "dobrado do tronco para frente e agachado, e o projétil lhe ingressa pela região posterior das costas, lado esquerdo, e sai pela parte do rosto", explicou o forense.

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A autópsia também revelou que Piris tem algumas estilhaços na região posterior, provavelmente de uma munição múltipla, tipo espingarda.

"Não se registra nenhuma ferida de tipo tiro de graça, nem de execução. Tampouco temos nenhuma lesão de tipo queimadura. É um disparo de uma munição de alta velocidade, possivelmente algum tipo de fuzil. Ele estava como tentando se cobrir e ali recebe o impacto", especificou.

Por último, mencionou que aparentemente o homem não era o objetivo dos atacantes. "A mensagem aparentemente é que não. Não há sinais de execuções, nem queimaduras. Não era o objetivo a pessoa civil", insistiu.

Os outros assassinados foram o suboficial Herminio Ojeda González (33), de quem não há dúvidas de que se tratou de um disparo de execução, com um tiro na cavidade bucal, que se constatou pelo esfumaçamento observado na língua.

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No segundo dos casos, o do suboficial Atilio Martínez Barrios (40), o corpo também apresenta dois ferimentos por projéteis de armas de fogo, um deles na axila, que provocou a lesão de grandes vasos, com uma hemorragia massiva que lhe causou a morte. Posteriormente a esse disparo, recebeu como um tiro de graça na cabeça.

Mais cedo Enrique Riera, ministro do Interior, confirmou que a banda criminal autodenominada Exército do Povo Paraguaio (EPP) é responsável pelo ataque.

As autoridades afirmam que se trata de um reagrupamento do grupo armado que é liderado atualmente por Ernesto Daniel Villalba Meza, alias Osvaldito, filho do falecido Osvaldo Villalba e sua parceira, Magna Meza.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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