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Paraguai

Auditoria do IPS detectou mais de 50 casos em esquema que ocultou dívidas

14/06/2026 11:00 4 min lectura 4 visualizações
Auditoría del IPS detectó más de 50 casos en esquema que ocultó deudas

Esquema de ocultamento de dívidas de aporte obrero-patronal instalado no Instituto de Previsión Social (IPS) alterou dados de Registro Único do Contribuinte (RUC) e números de cédula para limpar o estado de dívidas de empresas e pessoas perante o IPS. Estas operações estão por trás de um prejuízo patrimonial de G. 7.670 milhões.

Segundo informe da Auditoria Interna do IPS que data de janeiro de 2026, e estuda um período de janeiro de 2024 a maio de 2025, foram migradas dívidas de empresas inadimplentes por G. 7.670.652.234 milhões para empresas fictícias e inclusive para pessoas falecidas. Em primeiro lugar, a auditoria aponta e apresenta em uma extensa lista de cerca de 54 empresas e pessoas vinculadas às modificações realizadas sobre registros de Aporte Obrero Patronal que somam G. 7.224.881.318 em dívidas ao IPS. Esta lista discrimina o devedor original e o nome finalmente atribuído para ocultar as milionárias dívidas. Posteriormente, compartilham-se também outras operações múltiplas em outros cinco casos adicionais, elevando o total observado na investigação a G. 7.670.652.234.

Entre os nomes com maiores montantes que passaram a ficar em zero após serem migrados para outros usuários figuram: Empresa de Transporte Padre Fidel Maíz SRL, com G. 885 milhões; Da Vinci SA, com G. 658 milhões; Silvero Báez Claudio com G. 552 milhões; Paludo SA com G. 500 milhões; Campos Ortiz Jaime Blas Narciso com G. 430 milhões; Jorge Samudio Ferreira, com G. 426 milhões; e Multi-Servicios SA com G. 355 milhões.

Também aparecem empresas conhecidas de distintos setores econômicos, como Milano Internacional SA, Víctor y Romi SRL, Rancho Ysapy SA, Agro Ganadera Monte Alto SA, Makin'g Group SA, Mercado Móvil SRL, Importquartz SA, Osorio Card SA, Carrocería Paraguaya SA (Carpasa), Empresa de Transporte Ñane Reta SA e Tatter SRL.

E as pessoas físicas Gladys Leonor Ovelar Gómez de la Fuente, Luciana Arce, Juan Ángel López, Cirila Santander, Édgar Fabián Bogarín Villalba e Gustavo Adolfo Leiva, entre outros.

O esquema. O modus operandi detectado consistia em modificar dados identificatórios dentro do sistema do IPS denominado Registro Eletrônico de Informação (REI). Este sistema permite a funcionários de Aporte Obrero Patronal (AOP) alterar os dados das empresas e pessoas contribuintes. Em lugar de eliminar a dívida do balanço do IPS, os registros eram alterados de maneira que a obrigação deixava de aparecer associada à patronal original e passava a visualizar-se sob outra identidade.

Dessa maneira, as empresas beneficiadas pelas modificações deixavam de exibir obrigações pendentes em seus estados de conta. A dívida continuava existindo dentro do sistema, mas aparecia vinculada a outra pessoa, a um contribuinte alheio ou inclusive a registros inexistentes.

As alterações permitiam que empresas com importantes obrigações previdenciárias aparecessem sem dívidas registradas. Essa situação poderia facilitar trâmites, solicitações de documentos, participação em licitações e outras gestões que exigem demonstrar cumprimento com o IPS.

A existência de 54 registros iniciais e cinco casos adicionais mostram além disso que não se tratou de um episódio isolado. Pelo contrário, os padrões detectados revelam uma prática repetida que se estendeu a múltiplos contribuintes desde 2010.

Múltiplas mudanças. A Auditoria discrimina em duas tabelas as alterações por um lado 54 modificações para 52 empresas e pessoas físicas que são patronais perante o IPS por G. 7.224 milhões e por outro cinco casos mais por G. 445 milhões, esta última parcela inclui dados que vêm desde 2010. Entre as cinco patronais figuram com repetidas mudanças não autorizadas Laureano Espínola com mudanças desde 2014 a 2024 com distintos usuários de funcionários do IPS, a dívida para esta patronal é de G. 1.117.808. Neste grupo está Estudio Libertad SA Consultores y Abogados com 19 mudanças.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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