Ataque com explosivo a um ônibus deixa 19 mortos na Colômbia
"Segundo informes preliminares, este atroz sucesso arroja um saldo doloroso de 19 civis falecidos", manifestou a Governação de Cauca em um decreto no qual declarou três dias de luto pela tragédia.
O Instituto de Medicina Legal (IML) confirmou a informação em um comunicado no qual assinalou que lamenta "profundamente os fatos ocorridos no departamento de Cauca e informa sobre o início dos trabalhos de abordagem forense nas 19 vítimas".
"O trabalho forense se desenvolve com a participação de seis equipes interdisciplinares integradas por médicos forenses, odontólogos, antropólogos, lofoscopistas, técnicos e pessoal de apoio", para a identificação e determinação das causas da morte, acrescentou o IML.
O ataque foi perpetrado em um ponto da Panamericana chamado El Túnel, no município de Cajibío (Cauca), onde um cilindro cheio de explosivos lançado por um grupo das dissidências das FARC, segundo o Exército, caiu sobre um ônibus e destruiu também outros veículos que circulavam pela rodovia, assim como um trecho da via.
No decreto de três dias de luto, a Governação de Cauca assinalou que entre o atentado na Panamericana e outros ataques perpetrados ontem, "tem-se um saldo de mais de 48 civis feridos, cinco deles menores de idade".
Segundo a informação, a ofensiva das dissidências das FARC em Cauca deu lugar a "uma complexa situação de ordem pública recrudesida por ações terroristas consecutivas nos municípios de Caloto, El Tambo, Guachené, Mercaderes, Miranda, Timbio e Patía, entre outros".
Para enfrentar essa deterioração da ordem pública e da segurança, que se estende aos vizinhos departamentos de Valle del Cauca e Nariño, o Ministério da Defesa anunciou um reforço militar em Cauca com o desdobramento de 13 pelotões de cavalaria blindados, 12 de infantaria e o envio de mais unidades policiais ao longo da Panamericana.
"Os assassinos são os narcoterroristas das dissidências do cartel de alias Mordisco que delinquem nesta região", manifestou o ministro da Defesa, Padro Sánchez Suárez.
As autoridades colombianas atribuem este ataque à coluna Jaime Martínez, dirigida por Iván Idrobo Arredondo, alias Marlon, por quem desde ontem oferecem uma recompensa de até 5.000 milhões de pesos (cerca de 1,4 milhões de dólares).
A Jaime Martínez faz parte do Estado Maior Central (EMC), a principal dissidência das FARC, dirigida por Néstor Gregorio Vera, alias Iván Mordisco, o homem mais procurado da Colômbia, por quem o Governo oferece também uma milionária recompensa.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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