Asunção aprova orçamento 2027 com aumento de salários enquanto debate sobre investimento em obras
Aprovação do orçamento municipal
A Junta Municipal de Asunção aprovou o orçamento para 2027 durante a sessão de hoje. Os vereadores Rosanna Rolón (ANR-dissidente) e Álvaro Grau (PPQ) foram os únicos que manifestaram abstração em relação ao parecer orçamentário.
Projeções de receitas para 2027
Conforme a documentação revisada, as receitas projetadas para o exercício fiscal 2027 alcançam G. 2.193.013.589.832. Estas provêm de três fontes principais: receitas correntes de G. 1,9 trilhões (90,3% do total); recursos de financiamento de G. 797.172.925 (0,04% do total); e receitas de capital de G. 211.773.502.096 (9,7% do total).
O componente destacado nas receitas de capital é a projeção de venda de bens imóveis na Faixa Costeira, estimada em G. 174.634.549.000.
Parâmetros considerados nas projeções
Para a projeção de arrecadação de receitas municipais foram considerados diversos parâmetros, entre eles: a taxa de inflação, o aumento do salário mínimo vigente, os níveis de inadimplência, as dívidas judicializadas, parceladas e do Estado, bem como as políticas implementadas para a melhoria da arrecadação.
Distribuição do orçamento 2027
A alocação orçamentária se distribui da seguinte forma:
- Investimento físico: G. 572.230.517.649 (26%)
- Serviços pessoais: G. 792.986.452.895 (36%)
- Pagamento de dívidas: G. 264.991.328.768 (12%)
- Aluguéis, diárias e outros: G. 199.972.185.244 (9%)
- Combustível, materiais de escritório, alimentos e outros: G. 164.213.822.833 (7,5%)
- Bolsas e contribuições a organizações sem fins lucrativos: G. 146.126.719.463 (6,7%)
- Impostos, taxas e dívidas pendentes: G. 52.492.562.980 (2,4%)
Questionamentos sobre a execução orçamentária
Os vereadores Álvaro Grau e Humberto Blasco apontaram que as projeções orçamentárias mantêm similitude com exercícios anteriores, sem correspondência adequada com a realidade financeira do município.
Como referência, no último relatório de despesas consolidadas observa-se uma brecha significativa: o investimento físico contava com um orçamento de G. 568.797 milhões em 2026, mas alcançou apenas G. 40.424 milhões durante os oito primeiros meses de 2024.
Análise de proporções de gasto
Gasta-se muito mais em salário do que em obra. As obras praticamente gastam-se 11 ou 10 vezes menos do que em salário, quando a cidade o que precisa é investimento em obras, manutenção de espaços públicos, de praças, avenidas, expressou o vereador Grau em declarações aos meios de comunicação ao finalizar a sessão.
O vereador acrescentou que
as ruas de Asunção estão com a vida útil vencida e não há nenhum tipo de plano para fazer algum tipo de manutenção.
Situação financeira municipal
Por sua vez, Humberto Blasco considerou que a Municipalidade de Asunção atravessa uma situação que requer atenção urgente e carece de receitas suficientemente garantidas para enfrentar o incremento em seus gastos operacionais.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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