Assunção: Em uma Municipalidade em "terapia", aprovam orçamento com aumento de salários e bônus em zero
Os únicos vereadores que manifestaram hoje sua abstenção para a aprovação do parecer do orçamento municipal foram Rosanna Rolón (ANR-dissidente) e Álvaro Grau (PPQ).
O vereador Miguel Sosa (ANR-HC) realizaria uma apresentação do orçamento durante a sessão, conforme informaram da Comissão de Fazenda.
De acordo com um documento ao qual teve acesso Última Hora, Sosa tinha previsto expor que os ingressos projetados para 2027, que chegam a G. 2.193.013.589.832, "provêm" dos ingressos correntes, no total de G. 1,9 trilhão (90,3% do total); dos recursos de financiamento, G. 797.172.925 (0,04% do total); e de ingressos de capital, G. 211.773.502.096 (9,7% do total).
O componente principal neste último caso é "a venda de bens imóveis na Faixa Costeira", por G. 174.634.549.000.
O documento expõe também que para projetar a arrecadação dos ingressos municipais, levaram-se em conta distintos parâmetros, como a taxa de inflação, o aumento do salário mínimo vigente, os níveis de inadimplência, as dívidas judicializadas, parceladas e do Estado; e também as "políticas de melhoria da arrecadação", etc.
Também refere que G. 572.230.517.649 (26%) destina-se a "investimento físico"; G. 792.986.452.895 (36%) a "serviços pessoais"; G. 264.991.328.768 (12%) ao pagamento de dívidas; G. 199.972.185.244 (9%) ao pagamento de aluguéis, diárias e outros; G. 164.213.822.833 (7,5%) a combustível, materiais de escritório, alimentos e outros; G. 146.126.719.463 (6,7%) a bolsas, aportes a entidades e organizações sem fins lucrativos; e G. 52.492.562.980 (2,4%) por pagamento de impostos, taxas, custos judiciais e dívidas pendentes de anos anteriores.
A projeção, segundo os vereadores Álvaro Grau e Humberto Blasco, é similar à de anos anteriores e não corresponde à realidade financeira do município.
Um exemplo recente observa-se no último relatório das despesas consolidadas, onde se verifica que o investimento físico, com um orçamento de G. 568.797 milhões em 2026, alcançou apenas G. 40.424 milhões entre janeiro e agosto deste ano.
"Gasta-se muito mais em salário do que em obra. As obras praticamente gastam 11 ou 10 vezes menos do que em salário, quando a cidade o que precisa é investimento em obras, manutenção de espaços públicos, de praças, avenidas", referiu o vereador Grau em uma entrevista com os meios de imprensa, ao final da sessão.
"As ruas de Assunção estão com a vida útil vencida e não há nenhum tipo de plano para fazer algum tipo de manutenção", acrescentou.
Blasco, por sua vez, considerou que a Câmara está em "terapia" e carece de ingressos assegurados para enfrentar o incremento em suas despesas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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