Sexta, 21 de Agosto de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Internacional

Asfixia econômica, o plano dos EUA para derrubar o regime iraniano

21/08/2026 10:45 3 min lectura 13 visualizações

Os Estados Unidos exigiram na quinta-feira a seus aliados e à China que se somem à nova campanha do presidente Donald Trump para isolar a economia iraniana e provocar "o colapso" do governo de Teerã.

As declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, sublinharam como Trump está passando de exercer pressão militar a exercer pressão econômica sobre Teerã, enquanto sua impopular guerra se aproxima dos seis meses.

"Vai funcionar no Irã e vai fazer colapsar o regime", disse Bessent ao canal CNBC. "Consultado sobre seus aliados, Bessent lançou um aviso: (Estão) conosco ou contra nós".

CHINA DEVE SE SOMAR. Diante da pergunta se os Estados Unidos pressionariam a China, indicou que "muitas conversas é melhor tê-las em privado", mas instou Pequim a "se somar ao plano". O presidente chinês, Xi Jinping, visitará Trump na Casa Branca em 24 de setembro.

Este plano contra o Irã significa que é menos provável que os EUA voltem a realizar operações militares de grande envergadura contra o país, explicou Bessent. Trump anunciou em uma extensa mensagem em sua rede Truth Social que a "operação econômica" contra o Irã seria "esmagadora" e que "qualquer país que permita que suas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais forneçam qualquer tipo de salvação ao Irã enfrentará por sua vez tremendas consequências econômicas".

REAÇÃO. O Irã, por sua vez, acusou os Estados Unidos de "terrorismo econômico" e de "crimes contra a humanidade".

"Sem dúvida, as sanções econômicas dos Estados Unidos contra o Irã, que atacam os direitos humanos fundamentais de cada cidadão iraniano, constituem um caso de 'terrorismo econômico' e de 'crimes contra a humanidade'", declarou o Ministério das Relações Exteriores do Irã em um comunicado divulgado por meios estatais, no qual afirmou que os responsáveis por esta política "merecem ser julgados e punidos por cometer crimes tão atrozes".

À medida que o conflito no Oriente Médio se estagna, Trump pretende desencadear esta "guerra econômica" sem precedentes para acumeçar Teerã, que se mantém firme e zomba de uma "política fracassada".

Durante este conflito Trump multiplicou as declarações inflamadas e as mudanças de postura.

Porém, entre a impopularidade da guerra no cenário político estadunidense e umas reservas de munição diminuídas, o imprevisível magnata republicano parece ter optado recentemente por uma postura mais cautelosa. De fato, as hostilidades diminuíram no plano militar.

A economia do Irã, enfraquecida por décadas de sanções internacionais, se vê submetida a uma dura prova com a guerra. Em 22 de julho, a inflação atingia 66% nos últimos doze meses, ante 46% em fevereiro, e a moeda seguia sua queda livre: na quarta-feira, um dólar se câmbiava por 1,88 milhões de riais, ante 1,65 milhões logo antes do conflito.

Em uma mensagem publicada em maio, o líder supremo iraniano, Mojtaba Jamenei, havia instado as empresas a evitar demissões e aos legisladores a adotar medidas destinadas a apoiar a "economia da resistência".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.