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Paraguai

As takuchilas: uma comunidade que redefine a paixão futebolera feminina

14/07/2026 14:15 3 min lectura 16 visualizações

Origem de uma comunidade

O coletivo de mulheres autodenominado As takuchilas, criado para incentivar seus seguidores da Albirroja como Mauricio Prado, Tonny Sanabria e Matías Galarza, compartilhou um desabafo na plataforma Substack. O fandom manifestou que desenvolveu uma nova cultura para torcer no futebol.

O artigo foi repostado na conta de X de @tamy_len sob o título As takuchilas e a cultura fandom no futebol, após os comentários que surgiram nas redes sociais em torno do fandom, onde foi apontada sua forma de expressar admiração e apoio com mensagens jocosas em relação a jogadores como o capitão da Albirroja Gustavo Gómez.

De acordo com o texto, a comunidade nasceu de forma orgânica durante a participação da Albirroja na Copa do Mundo, quando uma usuária no X escreveu expressões como hetene ou seria rico por Mauricio Prado. Seu comentário viralizou, gerando reações como takuchila ou calentona principalmente de usuários homens. Em vez de rejeitar o termo, muitas mulheres adotaram o insulto como o nome da comunidade.

De insulto a identidade comunitária

No texto publicado se explica a origem do termo. A palavra takuchila provém de haku ou taku, que significa quente em guarani. Segundo o desabafo, a intenção original era reduzir o interesse do grupo a uma simples atração superficial, como se o fanatismo não pudesse ser genuíno.

No entanto, o fandom, em vez de se sentir ofendido, se apropriou do termo criando edits, memes, cábalas e amizades entre seus integrantes. O movimento adquiriu tal magnitude que quando suas seguidoras apoiavam um jogador, este frequentemente marcava gols. Até mesmo os torcedores homens começaram a solicitar o poder das takuchilas.

A legitimidade de múltiplas formas de ser torcedor

O desabafo publicado sustenta que existem muitas formas válidas de ser torcedor e critica como a paixão feminina é frequentemente ridicularizada enquanto a masculina é aplaudida. O texto afirma: Nós fomos e somos a prova de que também há outras formas de ser torcedores. De que se pode analisar como foi uma partida e, ao mesmo tempo, dizer que um jogador é bonito.

A autora, em nome do fandom, assegura que não existe uma única forma correta de ser torcedor e que a paixão futebolística feminina não requer aprovação masculina. Além disso, destaca como um insulto pode se transformar em uma comunidade na internet com identidade própria.

Uma nova perspectiva sobre o futebol

A maior vitória foi demonstrar que o futebol também pode ser vivido a partir de nosso olhar e da cultura fandom, conclui o desabafo de Tamy Len. O texto enfatiza que essa forma de desfrutar o futebol é algo que a comunidade celebra sem vergonha, desafiando os padrões tradicionais sobre como deve se expressar o fanatismo esportivo em função do gênero.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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