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Internacional

As negociações Irã-EUA se desestabilizam enquanto Israel avança no Líbano

01/06/2026 22:45 4 min lectura 29 visualizações
Las negociaciones Irán-EEUU se tambalean mientras Israel avanza en Líbano

O Irã acusou os Estados Unidos de violar novamente o frágil cessar-fogo alcançado em 8 de abril, após os ataques estadounidenses deste fim de semana, aos quais se seguiram represálias militares iranianas.

A decisão de suspender as negociações foi tomada, segundo a agência Tasnim, devido aos "crimes" que Israel "continua cometendo" no Líbano e às violações "em todos os fronts" da trégua.

"A equipe negociadora iraniana suspende, portanto, o diálogo e o intercâmbio de textos através dos mediadores", precisou a agência de comunicação iraniana.

Fontes diplomáticas indicaram à AFP que na segunda-feira está prevista uma reunião de emergência sobre o Líbano no Conselho de Segurança da ONU, a pedido da França, que declarou no domingo que "nada justifica a grave escalada que está ocorrendo" naquele país.

As forças israelenses, que afirmam querer "eliminar" o grupo pró-iraniano Hezbollah, avançaram no território libanês como nunca nos últimos 25 anos.

O Irã lembrou na segunda-feira, através de seu Ministério das Relações Exteriores, que um cessar-fogo no Líbano é "uma condição essencial para qualquer acordo".

As negociações indiretas para encerrar a guerra, desencadeada em 28 de fevereiro pela ofensiva israelense-estadounidense contra o Irã, encontram-se estagnadas há semanas.

Ainda mais depois que Teerã reiterou na segunda-feira que seu programa nuclear não fazia parte "desta etapa" das conversações, contrariamente às expectativas de Donald Trump, que afirmou no domingo à noite que um memorando de entendimento deveria estipular "muito claramente que o Irã não terá uma arma nuclear".

O exército estadounidense anunciou ter realizado uma nova onda de bombardeios "defensivos" no sábado e domingo no sul do Irã, a terceira em pouco mais de uma semana.

Estes bombardeios tiveram como alvo sistemas de radar e de controle de drones na cidade de Goruk e na ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz, precisou no X o Comando Central dos Estados Unidos no Oriente Médio (Centcom).

Por sua vez, os Guardiões da Revolução do Irã anunciaram na segunda-feira que haviam atacado uma base utilizada pelas forças estadounidenses para bombardear o território iraniano, sem precisar sua localização.

O Kuwait indicou que sua defesa aérea interceptou mísseis e drones "hostis", atribuindo esses ataques ao Irã.

O conflito provocou milhares de mortos e abala a economia mundial, com um forte aumento nos preços do petróleo, que voltaram a disparar na segunda-feira ante o recrudescimento das tensões.

Por volta das 14H05 GMT, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, com entrega em agosto, subia 6,60% até os 97,13 dólares, e o de West Texas Intermediate, com entrega em julho, subia 7,62% até os 94,02 dólares.

Desde o final de fevereiro, o Irã mantém bloqueado o estreito de Ormuz, uma rota marítima fundamental para o transporte mundial de hidrocarbonetos, e os Estados Unidos impõem um bloqueio aos portos iranianos.

O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, prometeu na segunda-feira durante uma conversa telefônica com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que seu país facilitaria a passagem pelo estreito aos navios japoneses.

O Irã e os Estados Unidos pareciam estar próximos de um acordo nos últimos dias, mas o jornal New York Times informou no sábado que o presidente Donald Trump havia endurecido sua proposta negociadora com o Irã.

Segundo o meio estadounidense Axios, Trump, cuja prioridade declarada é encerrar o programa nuclear iraniano e reabrir o estreito de Ormuz, pediu mais firmeza por parte de seus negociadores.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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