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Internacional

As mudanças nas relações entre Colômbia e Estados Unidos com o novo governo de De la Espriella

23/06/2026 14:30 4 min lectura 7 visualizações
Los cambios en las relaciones entre Colombia y Estados Unidos con el nuevo gobierno de De la Espriella

Um novo panorama nas relações bilaterais

A administração de Donald Trump nos Estados Unidos acompanhou de perto a corrida presidencial de Abelardo de la Espriella na Colômbia. O governo estadunidense apoiou abertamente sua candidatura, e o secretário de Estado, Marco Rubio, foi um dos primeiros líderes mundiais a felicitar o candidato de direita após sua vitória eleitoral no domingo 21 de junho.

"A administração Trump tem vontade de trabalhar de forma estreita com seu próximo governo para avançar na cooperação em segurança regional, terminar a migração ilegal para os EUA e fortalecer nossos laços econômicos", expressou Rubio por meio de redes sociais.

Afinidades políticas e estratégicas

De la Espriella possui nacionalidade estadunidense e manifestou seu interesse em manter uma relação próxima com Trump, a quem se declara admirador. O presidente eleito colombiano busca implementar uma estratégia de mão dura contra o crime que se alinha com a do mandatário estadunidense.

Durante os quatro anos de administração progressista de Gustavo Petro, as relações entre Washington e Bogotá enfrentaram momentos turbulentos. Após a chegada de Trump à Casa Branca em janeiro de 2025, foram registradas crises diplomáticas e desavenças em matéria de segurança, política de drogas e migração.

As relações se distenderam em fevereiro do presente ano após uma visita amigável de Petro a Washington, embora a desconfiança entre os dois mandatários se mantivesse presente.

Implicações regionais

A vitória de De la Espriella abre um novo capítulo nas relações entre Estados Unidos e Colômbia, que apesar de ter perdido dinamismo nos últimos anos, continua sendo a aliança mais significativa para o país sul-americano.

"Isso se sente como uma vitória própria para Trump", comenta Sergio Guzmán, diretor da consultora de análise geopolítica Colombia Risk Analysis.

A Colômbia era um dos poucos países na América do Sul que contava com um governo de esquerda sob Petro, que funcionava como uma contenção às aspirações de Trump na região. Com a vitória de De la Espriella e o que também parece ser uma vitória de Keiko Fujimori no Peru, apenas Uruguai e Brasil (este último com eleições previstas para outubro) retêm presidentes de esquerda, mais distantes dos Estados Unidos sob o mandato do republicano.

Estratégia de segurança e combate ao narcotráfico

As reticências dos governos de Brasil e Bogotá limitaram em certa medida os esforços de Trump para empreender ações militares contra o narcotráfico e a delincuência organizada na região.

De la Espriella foi explícito em suas intenções de bombardear acampamentos "narcoterroristas" e carregamentos de droga na Colômbia, principal produtor e exportador de cocaína em nível mundial, bem como cenário de um conflito armado com múltiplos atores que dura mais de 60 anos.

Esta postura coincide com a estratégia militar estadunidense, que desde setembro de 2025 atacou dezenas de presumidas narcoembarcações deixando mais de 200 pessoas falecidas nas costas sul-americanas, capturou um presidente em exercício, Nicolás Maduro, e realizou operações conjuntas com Venezuela e Equador contra a delincuência organizada.

Apesar das desavenças com Petro, a cooperação transnacional e de inteligência entre Colômbia e Estados Unidos continuou, caracterizando as relações bilaterais por décadas.

Prioridades estadunidenses no hemisfério

"A vitória de De la Espriella se enquadra nas prioridades dos Estados Unidos no hemisfério ocidental, que além de políticas antinarcóticos e perseguição de organizações criminosas, também envolvem controlar e repatriar migrantes", explica Elizabeth Dickinson, do centro de análise International Crisis Group.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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