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Esportes

As lesões musculares impactam no torneio Clausura

09/08/2026 17:45 3 min lectura 6 visualizações

Impacto das lesões na competição

A quantidade de jogadores lesionados nos clubes da Primeira Divisão impede que os treinadores contem com todo seu potencial para enfrentar o torneio Clausura, que define permanências, classificações e títulos no segundo semestre do ano.

Para o preparador físico Édgar Torres, as dores musculares são frequentes no futebol profissional e aparecem especialmente por três causas fundamentais: alta exigência, fatiga e recuperação insuficiente.

"É um número que chama atenção e que devemos observar, embora ainda seja cedo para falar de uma tendência. Para saber se estamos realmente diante de um aumento anormal deveríamos analisar também os minutos de exposição, o tipo e gravidade das lesões e compará-los com temporadas anteriores"

Fatores multifatoriais nas lesões

Segundo o especialista, as lesões musculares respondem a múltiplos fatores. Entre eles destaca-se a fatiga acumulada, antecedentes de lesão prévia, déficit de força, cargas elevadas, pouco tempo de recuperação, sono e nutrição, além das características individuais de cada jogador.

Torres apontou que a sequência de partidos influencia significativamente na incidência de lesões. O calendário apretado pelo adiantamento da rodada 2 do Clausura proporcionou pouco tempo de preparação aos elencos que vinham de uma forte pré-temporada.

"Quando se joga a cada três ou quatro dias diminui o tempo disponível para recuperar o jogador e aumenta a acumulação de fatiga, especialmente ante esforços explosivos como sprints, acelerações e desacelerações"

Recomendações para reduzir lesões

O preparador físico recomendou que os clubes paraguaios devem "individualizar e monitorar as cargas" de seus jogadores. Enfatizou a importância de avaliar periodicamente os atletas, trabalhar força de forma sistemática e controlar recuperação, sono e fatiga, com comunicação permanente entre preparadores físicos, médicos, fisioterapeutas e comissão técnica.

Situação por clube

Nacional se destaca como o único clube que não reporta lesões musculares nesta fase do torneio. O diretor técnico Víctor Bernay explicou que seus jogadores superaram bem as três primeiras rodadas graças ao ênfase colocado em avaliação nutricional e treinamentos de firmeza.

"Não contamos com nenhum jogador em vermelho, em semáforo como chamamos, temos alguns poucos em amarelo e a grande maioria em verde. É para prevenir lesões, ter melhor combustível e para poder expressar com o máximo potencial"

Em contraste, outros times enfrentam maiores desafios. Em um dos principais clubes azulgrana, a quantidade de lesionados continua afetando o rendimento, com jogadores como Ignacio Aliseda e Agustín Almendra alternando sua disponibilidade, enquanto Lucas Merolla, Marcelo Chaparro e Juan Manuel Iturbe ainda não estreiam.

O vice-presidente de um dos times expressou sua preocupação com a situação, apontando que modificaram a alimentação e extremaram todas as medidas preventivas, reconhecendo que contar com um elenco custoso e ter diversos jogadores lesionados simultaneamente representa um desafio significativo.

Dirigentes de outros clubes questionaram o calendário competitivo como fator determinante na incidência de lesões durante esta fase inicial do Clausura.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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