Arrastrado pelo Brasil, o Novilho Mercosul voltou a perder o piso de US$ 5 pela carne
O mercado regional de gado para abate registrou uma nova correção durante a última semana e o Índice do Novilho Mercosul voltou a se posicionar abaixo de US$ 5,00 por quilo carcaça.
O indicador elaborado pela Faxcarne fechou em US$ 4,94, com uma queda semanal de 10 centavos, pressionado principalmente pelo comportamento do mercado brasileiro.
Segundo o informe, Brasil foi o principal responsável pela baixa regional, em um cenário onde o valor do boi gordo sofreu uma forte queda em reais e, além disso, ficou condicionado por uma marcada apreciação do dólar frente à moeda brasileira.
"A média dos estados exportadores do boi gordo perdeu 17 centavos na última semana e ficou em US$ 4,43 por quilo carcaça", indicou Faxcarne, ao mesmo tempo em que apontou que o movimento cambial aprofundou o ajuste de preços no principal exportador de carne bovina da América do Sul.
O relatório acrescentou que o contexto político e financeiro no Brasil também impactou sobre a moeda e os mercados, após uma semana marcada por tensões internas e movimentos especulativos que resultaram em uma maior valorização do dólar.
Na Argentina, o novilho pesado de exportação mostrou uma baixa marginal de três centavos e ficou em US$ 6,10 por quilo carcaça. De acordo com Faxcarne, o ajuste respondeu principalmente a uma depreciação do tipo de câmbio, embora o mercado continue sustentando valores elevados em comparação com o resto da região.
Uruguai, por sua vez, manteve a tendência de firmeza que vem apresentando desde abril. Os melhores novilhos se aproximam de US$ 5,70 por quilo carcaça, muito próximo dos máximos alcançados durante a primeira quinzena de março. A indústria uruguaia continua demonstrando interesse por gado bem terminado, em um contexto de oferta relativamente ajustada.
No Paraguai, o mercado voltou a refletir sinais de firmeza e estabilidade, com os machos comuns negociados sobre uma base de US$ 4,85 por quilo de carne, embora com negócios pontuais que já atingem os US$ 5,00. A maior pressão de compra de algumas indústrias e escalas mais curtas continuam dando sustentação ao mercado local.
Por fim, destacou-se que, diferentemente do Brasil, Paraguai e Uruguai mantêm uma dinâmica mais firme nos valores do gado, apoiados por uma oferta limitada e melhores sinais de alguns mercados internacionais para a carne bovina.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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