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Economia

Bolívia aponta para o Chile e aumenta pressão sobre mercado chave para a carne paraguaia

22/05/2026 03:45 3 min lectura 12 visualizações
Bolivia apunta a Chile y suma presión sobre un mercado clave para la carne paraguaya

A indústria frigorífica boliviana vê no Chile um dos próximos grandes objetivos para continuar expandindo suas exportações de carne bovina, num cenário em que o Paraguai tem hoje uma forte participação nesse destino, o principal comprador da proteína vermelha nacional.

No marco da feira internacional SIAL China, realizada em Xangai, Jaime Barrenechea, diretor do frigorífico Fridosa da Bolívia, conversou com Rafael Tardáguila para Valor Agro e destacou que o país trabalha intensamente para conseguir novidades positivas no acesso ao mercado chileno durante o segundo semestre deste ano.

"Esperamos ter notícias positivas com o Chile na segunda metade deste ano", afirmou Barrenechea, quem ressaltou que a Bolívia vem avançando numa estratégia conjunta entre o setor público e privado para abrir novos mercados e consolidar o crescimento de sua cadeia carnícula.

O executivo sustentou que a Bolívia precisa ampliar destinos para sustentar o crescimento produtivo que gerou a abertura da China em 2019, mercado que transformou o negócio pecuário boliviano.

"A China gerou uma grande mudança em todo o setor produtivo e em toda a cadeia pecuária boliviana. Motivou muito o crescimento desde a cria, a recria e o engorde, além de uma expansão muito grande em confinamentos e em capacidade industrial", garantiu.

Atualmente, a China é o principal destino da carne bovina boliviana e o país exporta carne desossada proveniente de animais menores de 30 meses, sob um protocolo sanitário similar ao do Brasil.

Barrenechea sinalizou que o crescimento produtivo da Bolívia foi significativo nos últimos anos, com melhorias em genética, nutrição, bem-estar animal e eficiência produtiva.

Segundo indicou, antes da abertura chinesa os animais abatidos tinham carcaças com média entre 200 e 220 quilos e idades próximas aos 36 meses. Hoje, a indústria trabalha com animais de cerca de 270 quilos carcaça e idades entre 20 e 24 meses. "Reduzimos o ciclo produtivo um terço e colocamos entre 25% e 30% mais carne no mesmo animal", destacou.

O industrial explicou que grande parte dessa transformação chegou junto aos sistemas de confinamento e a uma maior profissionalização da produção pecuária boliviana.

"Hoje temos uma qualidade de carne que realmente não tem nada a invejar a nenhum mercado", sustentou.

Barrenechea também ressaltou o valor estratégico do status sanitário boliviano, país que possui certificação de livre de febre aftosa sem vacinação.

"O maior patrimônio que temos como setor produtivo é nosso status sanitário. Há que defendê-lo e protegê-lo", enfatizou.

Respeito ao rebanho nacional, indicou que a Bolívia já supera os 12 milhões de cabeças e atravessa um processo de retenção de matrizes para continuar expandindo a produção.

Em matéria de preços, explicou que o mercado boliviano teve um período complexo após a desvalorização e inflação registrada.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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