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Esportes

Arce considera que as propostas devem ser estruturais e não nominais

20/10/2026 21:00 4 min lectura 31 visualizações

Após as declarações de Gustavo Alfaro, selecionador do Paraguai, consultou-se o técnico de Guaraní, Francisco Arce, sobre sua perspectiva a respeito da situação. Na segunda-feira, o diretor técnico da Albirroja enfatizou sua visão para melhorar o futebol nacional e voltou a fazer referência ao Chiqui e a Pablo Sánchez, estrategista de Olimpia.

Arce expressou que "se realmente se quer ser amplo, dentro do contexto que vivemos, pós-pacificação e realidade econômica melhor que vive a associação, se vai deixar um legado haveria que ser mais amplo, deve ser de cima para baixo. Quando ele diz 'me tem que chamar', referiu-se a 'Vitamina' e não a mim. Isso é impossível que aconteça, que cada treinador que tem uma lhe chame ao selecionador e lhe diga 'que te parece, fala comigo'. Não vai poder terminar sua tarefa então", em diálogo com o programa Fútbol a lo Grande.

O técnico de Guaraní indicou que "se de verdade se quer colaborar, deve nos reunir em um lugar os encarregados da associação" e advertiu sobre os riscos de continuar com um intercâmbio de opiniões públicas. "Se dissesse tudo o que penso ou o que tenho em relação a informação vivida ou informação que se sabe por nossa realidade, não vamos parar. Va se gerar um vai e vem que não convém a ninguém", assinalou.

Arce enfatizou que "toda vez que continue falando, vai ter detratores e gente que esteja a favor. Aqui se precisam de ações concretas para fazer", destacando a importância de definir quando, como e com que orçamento se implementariam as iniciativas propostas. Mencionou também a necessidade de consenso institucional, análise de infraestrutura e equidade entre os clubes.

Respeito a Gustavo Alfaro, o treinador ressaltou: "Tem boas ideias, nos classificou ao Mundial, é um grande senhor. Isso se valoriza muito. Passa que o outro é mais complexo. Está muito bem que o gere, talvez não fizesse falta que ele se metesse nisso por tudo o que conquista. Aplaude-se essa intenção, mas acho que requer outro caminho".

Arce advertiu que "quando se faz nominal e não estruturalmente, alguém que a tem igual ou a tem mais grande e sai a responder", e que "quando se dão dados diretos e se nomeia, sempre vai haver rebote".

O técnico insistiu em que "há que ser mais amplos. Se entramos nisso não vai terminar e ao final nos vamos esquecer o que nos interessa, as sugestões que deu, que muitos de nós temos na cabeça, que às vezes não são levadas em conta e outras vezes sim, vai se entrar em algo midiático".

Respeito à observação de Alfaro sobre a quantidade de jogadores paraguaios em ligas importantes da Europa, Arce respondeu com perspectiva histórica: "São pontos de vista. Se ele revisa um pouco, nós jogamos a Copa do Mundo de 1998 e 2002, acho que só com Miguel Ángel Benítez que vinha da Europa e Roberto Acuña que alguma vez jogou. É muito relativo isso. O que se precisa vai muito além dessa cotação. Obviamente o ideal seria que todos estivessem na Europa".

Em relação à comparação com Independiente del Valle equatoriano, Arce assinalou que "está muito longe o parâmetro de comparação que faz com Independiente del Valle, que investe mais em Formativas que em primeira divisão. Esse apontamento há que convencê-los aos diretivos, que desde seu lugar é mais influente que todos nós juntos que dirigimos clubes", acrescentando que "esse tipo de ideias já foram lançadas e nunca se fez nada".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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