Após oito anos, começou julgamento oral da ex juíza Tania Irún por suposto prevaricato
Ante os juízes Rossana Maldonado, Lourdes Garcete e Juan Ortiz, iniciou nesta tarde o julgamento público da ex juíza Tania Irún por ter proferido uma resolução na qual, supostamente, foi violada a lei de segurança fronteiriça.
No caso, o Ministério Público e a querela acusam a ex juíza Civil de que, no dia 23 de novembro de 2018, a então juíza, na causa Cusabo Limited e outros contra a Associação do Espírito Santo para a Unificação do Cristianismo (Seita Moon) sobre cumprimento de contrato, ditou a sentença que admitiu a demanda por aproximadamente 310 mil hectáreas em 26 propriedades.
Sustentam que na sentença não foram corroboradas as identidades nem nacionalidades dos representantes das empresas, com o que descumpriu a Lei 2532/05 de segurança fronteiriça. Desta forma, segundo o Ministério Público, cometeu prevaricato.
Já no início da audiência oral, tanto os fiscais Silvia González e Christian Benítez quanto os defensores Mario González Planás e Rodrigo González não apresentaram incidentes.
Sim, o fizeram os advogados querellantes Rodrigo Moreno e Francisco José De Vargas, que solicitaram incluir como prova uma nota de 16 de julho passado do Ministério da Defesa, na qual pediam cópias do expediente civil, assim como um informe de 14 de julho deste ano do escriba Luis Paredes, que informava ao juiz os registros das propriedades.
Segundo De Vargas, o pedido dos antecedentes do Ministério da Defesa é para posteriormente encaminhá-los à Procuradoria Geral da República, de modo a iniciar uma ação autônoma de nulidade e reverter a sentença ditada pela juíza. Afirmou que com isto se demostraria a gravidade da sentença, que influencia inclusive na soberania nacional.
O Ministério Público se alinou ao pedido da querela, enquanto a defesa se opôs ao pedido de incluir o ofício do Ministério da Defesa, já que é a resposta ao pedido da querela e não um expediente judicial. Quanto à segunda nota não tiveram inconvenientes.
Ao final, os juízes rejeitaram a admissão da primeira nota, o que foi recorrido pela querela e ratificado pelo Tribunal.
Posteriormente, foi feita leitura do auto de abertura a julgamento oral, para logo passar aos alegatos das partes.
O fiscal Christian Benítez referiu que acusam de prevaricato a ex juíza em o Civil e Comercial da Capital, Tania Irún.
Sustentou que durante o debate oral demostrará que a acusada abusou de seu cargo de juíza ao proferir uma resolução que violou a lei de segurança fronteiriça e que afetou a soberania nacional.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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