Alfaro explica as dificuldades para montar a lista
O treinador da Seleção Paraguaia, Gustavo Alfaro, falou em coletiva de imprensa prévia ao amistoso de despedida contra a Nicarágua, que será nesta sexta-feira às 19h15 no Defensores del Chaco. Na primeira pergunta, referiu-se aos detalhes e temas com os quais se deparou para definir os convocados finais.
"Montar a lista não foi fácil. Não foi a de 55, muito menos a de 26. Sempre se corre o risco de cometer injustiças, mas se tem claro uma meta, um modo, tem claro porque falo pela experiência pessoal que tenho", começou dizendo o técnico que lembrou que dirigiu o Equador na Copa do Qatar 2022, mas além disso vivenciou diferentes mundiais como comentarista esportivo.
"Ia tentando ver as diretrizes para uma Copa do Mundo e me deu uma base, uma formação, uma lista de prioridades que tem que ter, na medida em que, alguém queira participar ou competir", acrescentou.
Alfaro voltou a mencionar que o realizado até a classificação não seria suficiente para a Copa do Mundo, por isso exigia dos jogadores maiores performances quanto ao físico, ao tático ou a quantidade de tempo de jogo, e disse que estabeleceram um regime de trabalho, além de ter um contato direto com os corpos médicos para cuidar do físico dos jogadores. Depois fez um esclarecimento e disse que não existiam direitos adquiridos na seleção.
"Lhes disse que não podíamos ficar achando que por ter classificado já estava resolvido e segundo que não havia direitos adquiridos. Aqui não há direitos, há conquistas adquiridas, mas não era uma carta aberta, tinha que se ganhar o direito de estar na lista", declarou.
Alfaro contou que apresentaram uma exigência aos jogadores e foram avaliando, sendo o último quadrimestre o mais importante, inclusive "acendendo velas" para não ter lesionados. Depois, foi claro e contou que tomou a decisão buscando o melhor para a Seleção e qualificou o domingo anterior ao anúncio dos 26 como o dia "mais difícil".
O técnico revelou que não era necessário que desse uma explicação aos jogadores que ficaram de fora da lista, mas que moralmente sentiu a necessidade de falar com eles. "Não peço que compartilhem, mas que a respeitem. Estou aqui para tomar decisões, se não tivesse que ter uma lista de 120 estaria perdendo a essência. E vocês me vão exigir competitividade, resultados, que a seleção esteja à altura", ressaltou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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