Alerta sanitário na Europa: a febre aftosa reaparece na Grécia e desperta preocupação na cadeia pecuária
A reaparição da febre aftosa na Europa voltou a acender sinais de alerta no sistema sanitário internacional, depois que a Grécia confirmou um surto ativo na ilha de Lesbos, um fato que não se registrava nesse país há mais de duas décadas.
O foco, detectado em meados de março, deixou de ser um episódio isolado para se transformar em uma situação de crescente preocupação por seu impacto produtivo, sanitário e comercial.
Os casos se concentram no nordeste da ilha e já afetam dezenas de estabelecimentos pecuários, principalmente ovinos e caprinos, categorias-chave para a produção leiteira local.
Nesse contexto, a doença começou a golpear em cheio a cadeia produtiva, com restrições ao movimento de animais, dificuldades logísticas e uma queda no fluxo de leite e derivados, afetando inclusive um dos produtos mais emblemáticos do país como o queijo Feta.
As autoridades sanitárias avançaram com medidas rigorosas para tentar conter a propagação do vírus, incluindo o sacrifício sanitário total nos estabelecimentos afetados e a declaração de zonas restritas em toda a ilha.
A circulação de animais e produtos de origem pecuária foi praticamente paralisada, de acordo com os protocolos internacionais para enfrentar uma doença de alta contagiosidade, capaz de se expandir não só por contato direto, mas também através do ar ou por meios indiretos como veículos e ferramentas.
O impacto não tardou em se transferir ao plano econômico. Produtores locais começaram a advertir sobre perdas significativas, enquanto crescem as reivindicações por compensações diante de um cenário que compromete seriamente a continuidade dos sistemas produtivos. A isso se soma uma pressão crescente sobre os preços e uma marcada distorção nos mercados, inclusive em estabelecimentos que não apresentam focos sanitários, mas que ficam igualmente condicionados pelas restrições.
Paralelamente, a União Europeia ativou mecanismos de emergência para reforçar a biossegurança e evitar uma maior expansão do vírus dentro do bloco, o que reflete a dimensão do problema e o temor de que o surto transcenda as fronteiras gregas. A experiência recente demonstra que a febre aftosa continua sendo uma das ameaças mais sensíveis para a pecuária mundial, não só por seu impacto produtivo, mas pelas consequências comerciais que gera em questão de dias.
O episódio na Grécia volta a colocar em primeiro plano a importância da sanidade animal como um ativo estratégico. Para países exportadores de carne, como Paraguay, o que ocorre na Europa funciona como um alerta claro sobre a necessidade de sustentar sistemas de vigilância eficientes, respostas rápidas e políticas sanitárias consistentes.
A aftosa, mesmo em regiões com altos padrões sanitários, demonstra que continua latente e...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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