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Internacional

AIE: O mundo vive a pior crise energética da história

01/05/2026 13:46 3 min lectura 78 visualizações
AIE: El mundo vive la peor crisis energética de la historia

O mundo enfrenta "a maior crise energética de sua história", provocada pela guerra no Oriente Médio e as perturbações no comércio de hidrocarbonetos, afirmou nesta quinta-feira o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.

Como já ocorreu com a invasão russa da Ucrânia em 2022, o conflito no Oriente Médio evidenciou a forte dependência mundial das energias fósseis.

O fechamento iraniano do estreito de Ormuz, por onde transitava 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, disparou os preços do barril de petróleo cru a níveis não vistos em quatro anos.

O petróleo Brent do mar do Norte chegou a cotar nesta quinta-feira a USD 126, quando os Estados Unidos aplicam também um bloqueio naval aos portos iranianos.

O prolongado fechamento dessa passagem marítima crucial para o comércio mundial ameaça com problemas de suprimento e escassez a longo prazo.

Em uma conferência da AIE em Paris, onde tem sua sede o organismo, Birol assegurou que esse encarecimento está "colocando muita pressão em muitos países".

"O mundo enfrenta a maior crise energética de sua história", indicou durante uma conferência na capital francesa dedicada às energias renováveis.

"Os mercados do petróleo e do gás terão graves dificuldades", insistiu.

TRANSIÇÃO. No mesmo fórum, o presidente da cúpula COP31 do clima que se celebrará na Turquia no final do ano, Murat Kurum, chamou a "acelerar a transição para as energias limpas".

"Agora sabemos claramente que a economia mundial deve mudar de modelo energético. E a etapa mais crucial consiste em acelerar a transição para as energias limpas", afirmou Kurum, segundo a tradução de um intérprete de seu discurso em turco.

No mesmo sentido, Birol destacou o "importante desafio econômico e energético" ao qual se enfrenta o mundo, e sublinhou a importância que tem a eletrificação com a vista posta também nos objetivos climáticos.

Indicou que uma das questões abertas é como afetará esta situação o meio ambiente, e em concreto a mudança climática, e a esse respeito lembrou que no ano passado as emissões causadoras do aquecimento global vinculadas à energia aumentaram no ritmo mais baixo desde o covid-19.

Uma desaceleração desse incremento que vinculou, em primeiro lugar, ao fato de que 75% das novas capacidades elétricas que entraram em serviço no mundo em 2025 foram renováveis, mas também com o impulso das vendas de veículos elétricos, em particular no Sudeste Asiático, e com o protagonismo que está ganhando a energia nuclear.

A esse último respeito, Birol fez notar que a produção de eletricidade com centrais nucleares alcançou seu máximo histórico no ano passado.

A seu parecer, todas essas tendências mostram a importância que está ganhando a eletrificação da economia.

O diretor executivo da AIE contou que a segurança energética tem diferentes faces e que uma delas, em particular em muitos países africanos, é que numerosas pessoas têm que recorrer à lenha ou ao esterco como combustível para cozinhar, o que se traduz em problemas respiratórios e mortes prematuras.

Os diálogos de alto nível organizados pela AIE reuniram representantes de meio centenar de países, mas também de organizações internacionais, de grandes empresas do setor, assim como alguns dos protagonistas da COP31.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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