Aguardam que a aliança em IA com Taiwan seja o motor para novas fontes de energia
Setor industrial e elétrico vê megaprojeto como oportunidade para acelerar investimentos em geração energética
Após concretizar-se a assinatura de um acordo entre Taiwan e Paraguay para a criação de um centro regional de desenvolvimento tecnológico vinculado à inteligência artificial e à infraestrutura digital no país, desde o setor industrial e elétrico veem o megaprojeto como a oportunidade perfeita para acelerar os investimentos em novas fontes de geração energética.
"O acordo propõe formar uma organização estatal mista como seria a Itaipú ou Yacyretá, então essa novidade de gerar uma entidade binacional que lida com o tema do processamento de dados, concretamente a inteligência artificial, para mim é uma notícia agradável, realmente é um projeto muito importante", mencionou o titular da Federação da Produção, da Indústria e do Comércio (Feprinco), Enrique Duarte, ao programa "Fuego Cruzado" do canal GEN/Nación Media.
Duarte acrescentou: "Tenho conhecimento de investimentos privados que já estão sendo realizados, gerando e preparando infraestrutura para atrair também outros investimentos em matéria de inteligência artificial. Nós temos que aumentar e priorizar o investimento no setor de geração, transmissão e distribuição".
O empresário manifestou que, no processo da concretização de novas fontes de geração energética, torna-se necessário dotar a Administração Nacional de Eletricidade (Ande) de viabilidade econômica.
A assinatura do convênio foi realizada durante o encerramento da visita oficial de Peña a Taiwan, onde manteve reuniões com o governo de Lai Ching-te e assinou outros destacados acordos de cooperação, como por exemplo a exportação de carne aviar de produção nacional para a ilha.
O projeto entre ambas as nações, que será financiado em partes iguais, aponta para a criação de milhares de empregos e será o único no mundo que contará com a participação de uma hidroelétrica.
"Me parece muito interessante o acordo. Taiwan se caracteriza por ser um país sério e de alta tecnologia; o único cuidado que temos que ter é se essa energia realmente vamos dispor. Dizer que temos energia abundante já é redundante; a realidade nos mostra outro cenário. Já tivemos este ano uma demanda máxima da ordem de 5.760 megawatts; nossas reservas estão na ordem de 7.660; menos de 2.000 megawatts é o que nos resta, isso é o que temos hoje em dia", comentou o engenheiro e ex-gerente técnico da Ande, Fabián Cáceres Cadogan.
Cáceres acrescentou que "nosso consumo está crescendo de forma vertiginosa; a demanda do sistema interconectado nacional está crescendo em um ritmo muito alto. Algo tem que fazer para estender o horizonte de disponibilidade energética e eu acredito que a prioridade hoje para o Paraguay é ver como incorporar novas gerações".
Apontou que "a última geração que incorporamos foi no ano 2007 com as duas turbinas na entidade binacional Itaipú que somaram uns 14% a mais da disponibilidade de potência; isso já foi faz quase 20 anos".
Ao mesmo tempo coincidiu com Duarte sobre a necessidade de potencializar a Ande que de acordo com sua visão encontra-se atualmente em "terapia intensiva". "Hoje em dia, com esses consumos altíssimos que temos, estamos começando a ter problemas na transmissão; na distribuição e geração já está aparecendo. Três frentes de problemas vamos ter em um curto prazo se não forem feitos os investimentos que...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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