Agricultores exploram novas opções para aproveitar a produção de cenoura
A produção de cenoura pode encontrar novas oportunidades muito além de sua comercialização como matéria-prima. A engenheira agrônoma María Antonia Monzón, técnica regional de Itapúa Norte da Direção de Comercialização do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAG), explicou que o processamento dos excedentes permite diversificar a oferta dos agricultores, reduzir desperdícios e gerar novas alternativas de renda.
De acordo com a especialista, a cenoura foi escolhida por ser um produto de renda produzido na região, cujos excedentes podem ser transformados em alimentos com valor agregado. Entre as alternativas encontram-se a elaboração de geleias, bolos, biscoitos e pães, produtos que podem ampliar a oferta das famílias agricultoras nas feiras e outros espaços de comercialização. "O processamento básico de alimentos da agricultura familiar faz parte das atividades de capacitação da instituição", apontou Monzón.
Melhorar a renda econômica
Uma das principais vantagens dessa alternativa é que permite aproveitar cenouras que não atendem a determinadas exigências do mercado para sua venda em fresco, como tamanho ou cor. Também pode se tornar uma ferramenta diante de períodos de superprodução, quando a abundância de oferta pressiona sobre os preços.
"Os produtos elaborados são opções para melhorar a renda econômica, aproveitar os excedentes que não atendem às especificações exigidas pelo mercado ou quando o mercado se encontra saturado por superprodução", explicou Monzón.
"O processamento é uma alternativa efetiva para que os produtos frescos não se deteriorem, já que são altamente perecíveis", afirmou a agrônoma. Nesse sentido, apontou que o processamento constitui uma alternativa para estender o aproveitamento da produção e evitar que os excedentes terminem se deteriorando.
Diversificação de canais de venda
Monzón indicou que os produtos elaborados a partir da produção das próprias propriedades podem ser comercializados nas feiras agropecuárias e também acessar outros estabelecimentos comerciais, desde que atendam aos requisitos estabelecidos por cada mercado. Isso abre a possibilidade de que os produtores explorem novos nichos e diversifiquem seus canais de venda, em vez de depender exclusivamente da comercialização da cenoura fresca.
A especialista considerou ainda que existe potencial para desenvolver pequenos empreendimentos familiares de elaboração artesanal, desde que sejam acompanhados por capacitação contínua, planejamento e promoção. Dessa forma, o aproveitamento da cenoura não se limita a reduzir o descarte, mas coloca uma alternativa para converter excedentes em novos produtos, gerar valor agregado e fortalecer a renda da agricultura familiar.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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