Advertem que o caracol africano não é venenoso, mas pode transmitir doenças perigosas
A doutora Griselda Meza, veterinária do Centro Multidisciplinário de Investigações Tecnológicas da Universidade Nacional de Asunción (Cemit – UNA), falou sobre a presença do caracol africano, do qual há temor de que tenha começado a aparecer em Capiibary, San Pedro.
Indicou, em comunicação com NPY, que não é venenoso, mas sim pode transmitir doenças perigosas. Apontou que no Cemit analisaram algumas amostras e não conseguiram detectar ainda um parasita que provoca meningite.
Afirmou que conversaram com o Ministério da Saúde para fazer um chamado de atenção a médicos da zona, já que devem levar isso em consideração na hora em que apareça algum afetado com meningite, que pode chegar a ser do tipo parasitária.
A especialista indicou que esse tipo de molusco já é um "problema sanitário" em toda a zona do Caribe e também na América do Sul, como Brasil.
Seu depoimento surgiu após aparecerem milhares de caracóis em Capiibary, San Pedro, e do temor de que se tratasse dessa espécie. A quantidade aumentou consideravelmente durante as últimas semanas, coincidindo com as contínuas chuvas.
Meza explicou que para eliminá-los, o mais prudente é usar luvas e sal marinho, já que o sal sozinho lhes queima a pele, o que lhe produziria estresse. Se se estressam produzem mais baba e aí podem conter outras doenças que afetem tanto a animais, como a seres humanos.
Por último, recomendou enterrar com duplo fundo de plástico e usar cal, já que ao haver animais carniceiros, como ratos, é um risco sanitário.
Anteriormente, o Ministério da Saúde havia exortado, além disso, a lavar com água potável os alimentos antes de consumi-los, já que estes poderiam ter estádios de caracol. Também a evitar o contato com a baba, especialmente nos olhos, nariz e boca.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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