Administradores dos mistérios de Deus
O Evangelho de hoje, em continuidade com o de ontem, recolhe as outras duas parábolas exortando à vigilância. Jesus se dirige aos seus discípulos ensinando-lhes a cuidarem do povo de Deus a eles confiado. Os convida a viver desde a lógica do amor, da atenção, da ternura, da vigilância.
Todo cristão é administrador dos mistérios de Deus: da vida que nos foi dada, do amor intratrinitário no qual vivemos –filhos de Deus Pai no Filho pelo Espírito Santo–, dos talentos e capacidades com os quais nos foi adornado, das pessoas que nos foram confiadas. E ninguém nos pode substituir nessa tarefa.
Quando nos esquecemos de que todos esses bens nos foram confiados, quando pensamos que os merecemos e não nos damos conta do porquê os temos, acabamos fechados em nós mesmos, cheios de nossas soberanias, de nossas invejAs, de nossos rancores, de nossos julgamentos críticos. E, então, não só não cuidamos, mas acabamos maltratando os demais, incapazes de mirá-los com o olhar de Cristo.
Jesus quer que nossa existência seja fecunda, que não baixemos a guarda, para receber com gratidão e maravilhados todos os tesouros de seu coração. Quer que estejamos vigilantes para colocar a serviço dos demais nossos talentos e capacidades, nosso sorriso, nosso perdão, nosso trabalho diário, nossa vida de fé, esperança e amor.
Cristo nos apresenta a vida como uma missão: estar "à frente da casa para dar a ração adequada na hora devida". Nossa vida é uma missão. Vimos à terra para algo, ou melhor, para alguém: para nossas famílias, nossas amizades, nossos companheiros de trabalho, nossos vizinhos. De nosso cuidado depende, em grande medida, a felicidade eterna dessas pessoas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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