Acumulam causas contra Armando Rotela por motim em Tacumbú
Juízes decidem unificar processos para evitar retardos e realizar julgamento único
Os juízes dispuseram a acumulação por conexidade das causas abertas contra Armando Javier Rotela Ayala, Milciades Giménez Prieto, César Ramón Ortiz Sosa, Arsenio Erico Alvarenga Sosa e Darío Fidel Villalba Fernández.
Todos eles estão processados por fatos relacionados à tomada de reféns, motim de internos, associação criminosa e roubo especialmente grave. A decisão busca que todos sejam submetidos a um único julgamento oral, evitando atrasos.
Desta maneira, os magistrados fixaram o início do julgamento oral e público para o dia 8 de julho de 2027, às 11h30, com continuidade nos dias 9, 14, 15 e 16 de julho do próximo ano, na mesma hora.
Inicialmente, os juízes receberam o expediente de Armando Javier Rotela Ayala, Milciades Giménez Prieto, César Ramón Ortiz Sosa, alias Gordito Lindo, e Arsenio Erico Alvarenga Sosa para o julgamento público, elevado em 6 de agosto passado.
Posteriormente, também foi elevado a julgamento oral o expediente relacionado ao coprocesado Darío Fidel Villalba Fernández, que foi resolvido em 10 de agosto deste ano. Porém, ficou com o juiz Juan Carlos Zárate.
Diante desta situação, havendo conexidade em ambos os julgamentos e para evitar que se realizassem dois julgamentos orais, determinou-se que os expedientes fossem acumulados e se realizasse um único julgamento oral.
No caso, a acusação foi apresentada pelo promotor Joao Carlos Báez, que havia solicitado julgamento oral para os acusados. Isto foi ratificado na audiência pelo promotor Marcial Machado pelos referidos fatos puníveis.
Segundo o Ministério Público, na terça-feira, 10 de outubro de 2023, às 15h30, na Penitenciária de Tacumbú, Armando Javier Rotela exigia a presença da imprensa dentro do penal para esclarecer e desmentir o que havia dito o então ministro da Justiça, Dr. Ángel Barchini.
Este havia dito a um meio de imprensa que
o Clã Rotela, liderado por Armando Javier Rotela, havia sequestrado e levado para o pavilhão D o PPL Oliver Daniel Lezcano Galeano e que o haviam esquartejado.
Sempre segundo a acusação, informa-se que os reclusos que respondiam à ordem de Rotela iniciaram um motim e haviam tomado a entrada do portão 6, todos eles estavam armados com armas brancas, telefones celulares e extremamente agressivos.
Depois, o diretor do Penal, Luis Esquivel, chegou até esse portão 6 e ao tentar conversar com os internos Juan Valentín Insfrán Espínola, alias Bebé; Pedro David Ledesma, Milciades Giménez Prieto; César Ramón Ortiz Sosa, alias Gordito Lindo; Sergio Ramírez e/ou Darío Fidel Villalba Fernández, alias Mala Visión, e Arsenio Erico Alvarenga Sosa.
Os porta-vozes eram Gordito Lindo e Arsenio Erico Alvarenga, que –sob as ordens de Rotela– iniciaram um motim e queimaram colchões, realizaram destruições e ameaças contra o diretor e os guardas penitenciários.
Ao final, um dos guardas penitenciários, Isabelino Godoy, manifestou ao diretor Luis Esquivel que os reclusos, sob o comando de Rotela, queriam conversar com ele no portão 6 e ao chegar o diretor Esquivel se percebeu que os PPL –comandados por Armando Javier Rotela– já haviam ultrapassado referido portão e que já se encontravam no pátio.
Depois, dizem os promotores que Esquivel é agarrado pelo braço pelos reclusos Insfrán Espínola e os outros acusados, todos eles em estado de motim e com armas brancas, colocando em risco a vida do diretor e dos guardas penitenciários.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.