Abre ao público a mostra «Centro, cabeça, gol. A festa paraguaia do futebol»
Sob o título «Centro, cabeça, gol. A festa paraguaia do futebol», inaugura-se uma mostra que reúne diversas obras de artistas e artesãos paraguaios. A exposição propõe desde o registro fotográfico histórico de clubes até olhares fotográficos contemporâneos do desporto e seus arredores, complementados com peças de cerâmica popular, instalações e pinturas de artistas modernos.
Entre os expositores participam Hugo Cataldo Barudi, Javier Medina Verdolini, Line Cantero, José María Blanch, artesãos de Areguá, Benjazmín Ocampos, Sandino Flecha, Elisa Marecos, Mónica Matiauda, Pedro Barrail, Emilio Cutillo, Jorge Sáenz e Bettina Brizuela. A mostra permanecerá aberta até agosto e pode ser visitada pelo público de segunda a sexta-feira, das 9:00 às 18:00.
Expressões populares do futebol paraguaio
Conforme explicou o curador da mostra, Damián Cabrera, a proposta surgiu com a intenção de realizar uma exposição no marco de eventos futbolísticos mundiais, mas focada nas expressões populares do Paraguai relacionadas ao futebol.
«Ainda que o futebol seja um desporto que supõe uma experiência global, há expressões singulares que localmente, em todas as regiões, em todos os territórios, desenvolvem-se. O Paraguai tem sua maneira de viver o futebol como as formas das chuteiras de bairro, as organizações vizinhas, mas também certas expressões artesanais ou artísticas como as de Areguá, com os porquinhos cofres dos clubes, as bolas de Quiindy onde toda uma comunidade se sustenta com a prática artesanal da confecção de bolas».
A exibição também inclui aspectos anedóticos em nível local, trabalhos de arquivo e registros fotográficos. Entre estes encontram-se documentos do padre José María Blanch, que registrou episódios em comunidades rurais do Chaco. Igualmente, o fotógrafo Javier Medina Verdolini propõe a experiência de crianças e comunidades que exploram o futebol em contextos indígenas.
Os fotógrafos e audiovisualistas Elisa Marecos e Sandino Flecha, que regularmente visitam campos de divisões menores e chuteiras de bairro, registram as expressões que se geram em torno às torcidas, os disfarces e as mascotes do futebol. Estes trabalhos combinam-se com peças mais conceituais como pinturas, instalações e textos literários que aprofundam a proposta artística da mostra.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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