Abdista questiona candidatura imposta de Alliana e relembra seu passado no PEN
O deputado colorado dissidente Roberto González apontou que o vice-presidente Pedro Alliana, designado pelo oficialismo colorado para buscar a presidência da República em 2028, é um candidato imposto por Horacio Cartes e relembrou que nem sequer provém das bases, trazendo à tona o passado encuentrista de Alliana.
Acrescentou que Alliana será a "réplica" de Peña, pois não terá autonomia e tampouco conta com base política. Salientou que, em contrapartida, o titular do Ministério de Urbanismo, Habitação e Habitat (MUVH), Juan Carlos Baruja, sim provém das bases e é um "autêntico colorado".
"Não acredito que ele tenha autonomia para escolher sua chapa candidata a vice-presidente. Um homem que não tem autonomia e cuja candidatura a presidente não nasceu das bases, que não percorreu o país buscando o acompanhamento da liderança. Então, Honor Colorado responde a Horacio Cartes, e se Horacio disser que vai ser Pato Donald vai ser Donald, e se disser que vai ser Nenecho o candidato a vice-presidente, assim como disse que Nenecho ia ser candidato a intendente", expressou o legislador.
Apontou que após três anos de sua gestão, Peña é um presidente que chegou e não conquistou nenhum respaldo dentro do seio partidário e continua dependente do respaldo de Honor Colorado. "Santiago Peña é um presidente que chegou sem base política à presidência e continua sendo um presidente sem base política", sustentou.
Disse que a candidatura de Alliana é fraca porque tem patrão e é imposta por apenas uma pessoa na ANR. "Esta vai ser a réplica do que foi a candidatura de Santiago Peña, porque primeiro sua candidatura se deve a Horacio Cartes e nem sequer ao movimento, mas a Horacio Cartes".
Apontou que como Alliana será financiado por Cartes ao "não ter forma de financiar uma campanha" estará sujeito ao poder fático do empresário tabacaleiro e atual titular da Junta de Governo.
"Vai ser financiado por Horacio Cartes, porque não há forma de que ele (Alliana) financie sua campanha. Por outro lado, já é um capricho de Horacio Cartes: dispôs a candidatura de um liberal, Santiago Peña, e agora para completar diz: 'Vou dobrar a aposta e designo outro que não é colorado' para que vejam que minha vontade é a que deve ser feita e coloco alguém do Encontro Nacional", afirmou.
Em resumo, para González novamente as candidaturas de Honor Colorado são impostas e não consensuadas. "Ali não há espaço para dissenso e cumpre-se à risca todo devaneio do líder de Honor Colorado", apontou.
O deputado da dissidência afirmou que mesmo com seus defeitos, o titular do MUVH, Juan Carlos Baruja, que se coloca como potável candidato a vice-presidente para conformar chapa com Alliana, sim é colorado e além disso provém da liderança e tem base política.
"Te direi que Juan Carlos sim é um dirigente de base, com seus acertos e erros, mas pelo menos é um dirigente de base e é um autêntico colorado. Baruja tem o que não tem Alliana. Baruja é colorado de verdade e o outro é falsificado vera luego", afirmou.
Por sua vez, o deputado cartista César Cerini disse que se pode tomar Baruja como virtual candidato a vice-presidente dado que o líder de Honor Colorado já lhe fez um aceno na última reunião do Partido Colorado. "Acredito que vai nesta linha, pode haver modificações, mas pessoalmente não acredito", disse.
Apontou que a decisão de Cartes ao ser presidente do partido é muito importante "e ele tem suas razões para optar por Baruja", assinalou. Destacou o bagagem política com que conta Baruja ao ter sido ministro de Agricultura, atual mini...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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