A Tropa Beef começa a abater em julho: todos os detalhes do modelo de negócio em FrigoNorte
A Tropa Beef SA, empresa do grupo familiar Gauto, se prepara para assumir a operação comercial de FrigoNorte no departamento de Amambay, com objetivo de começar as atividades entre os primeiros dias de julho.
O projeto contempla uma colocação em marcha gradual, com um abate inicial estimado entre 7.000 e 9.000 cabeças mensais e uma projeção de crescimento até alcançar cerca de 14.000 cabeças por mês.
Em conversa com Valor Agro, Guillermo Gauto, diretor de A Tropa Beef, explicou que a operação se desenvolverá sob um esquema de fasão, mediante o qual a empresa será responsável pela compra de gado, a comercialização da produção e a gestão dos mercados, enquanto FrigoNorte continuará administrando a planta industrial e seu pessoal.
"O esquema não é um aluguel. Eles nos prestam um serviço de fasão. Nós colocamos os animais e recebemos o produto terminado. Tudo que sai do animal é propriedade nossa, enquanto os funcionários continuam sendo de FrigoNorte", assinalou.
O empresário indicou que se trata de um projeto concebido com uma visão de longo prazo e que surgiu a partir de uma oportunidade estratégica para ingressar no negócio industrial da carne.
Conforme explicou a Valor Agro, a nova empresa operadora será A Tropa Beef SA, uma estrutura independente dentro do grupo empresarial familiar.
Nesse contexto, Guillermo Gauto deixará a gestão da consignatária para dedicar-se exclusivamente à atividade frigorífica.
"Eu passo a estar à frente de A Tropa Beef e me retiro da operação da consignatária para me focar plenamente no frigorífico", comentou.
Por sua vez, as demais unidades de negócio do grupo, que incluem a consignatária, a pecuária, os confinamentos e a agricultura, continuarão sob a condução da família Gauto, liderada por seu pai Carlos, junto com Santiago Bordón na área comercial.
Respecto ao volume de atividade, Gauto indicou que o crescimento será determinado pela capacidade de colocação de carne nos mercados internacionais.
"Os volumes vão ser ditados pelas vendas. A ideia é começar em torno de 7.000 a 9.000 cabeças mensais e ir crescendo gradualmente até nos aproximarmos da capacidade da planta, que ronda as 14.000 cabeças por mês", afirmou.
Um dos principais ativos com os quais começará a trabalhar a empresa é a disponibilidade de mercados habilitados. Atualmente, a planta conta com acesso a praticamente todos os destinos abertos para a carne paraguaia.
O único segmento pendente é o mercado kosher, para o qual a empresa já iniciou conversas com distintos grupos com o objetivo de realizar os investimentos necessários para incorporar essa alternativa comercial.
"A planta tem todos os mercados habilitados, exceto kosher. Já estamos conversando com grupos interessados para desenvolver esse negócio", assinalou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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