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Internacional

A OEA convoca reunião extraordinária de chanceles sobre Nicarágua para 2 de outubro

24/09/2026 11:15 3 min lectura 13 visualizações

A Organização de Estados Americanos (OEA) aprovou na quarta-feira celebrar uma reunião extraordinária de chanceles sobre Nicarágua no sexta-feira 2 de outubro, diante da situação política no país centro-americano. A "reunião de consulta", um instrumento pouco comum na OEA, servirá para examinar "as ações apropriadas" contra Nicarágua, segundo a resolução aprovada por consenso pelo Conselho Permanente da organização.

Nicarágua é governada por um casal presidencial, o ex-guerrilheiro esquerdista Daniel Ortega (80 anos) e sua esposa Rosario Murillo. Após os protestos de 2018 que deixaram cerca de 300 mortos segundo a ONU, milhares de nicaraguenses se exilaram e a oposição é praticamente nula no país.

Recentemente foi aprovada uma reforma que proíbe a participação eleitoral dos partidos adversos ao governo. Ortega governou na década de 1980 e voltou ao poder em 2007, sendo reeleito três vezes em pleitos questionados.

Após uma reforma constitucional aprovada no final de 2024 que ampliou o mandato presidencial de cinco para seis anos e elevou o cargo de Murillo a copresidenta, Nicarágua deveria celebrar eleições gerais em 2027. Entretanto, Ortega anunciou recentemente que "em Nicarágua não voltará a haver eleições" nas quais "partidos colocados pelos americanos (Estados Unidos)" possam tomar o poder. O parlamento nicaraguense ratificou essa medida.

Antecedentes da reunião

A última vez que a OEA (34 países membros ativos) celebrou uma reunião de ministros de Relações Exteriores foi em 2019, para examinar a situação na Venezuela. Nicarágua abandonou a OEA em novembro de 2023, precisamente pela pressão diplomática dos países membros.

A OEA como tal não tem poder para impor sanções, sendo que devem ser aplicadas por cada país individualmente.

O secretário-geral da OEA, Albert Ramdin, qualificou recentemente de "absolutamente inaceitável" a situação no país centro-americano, apontado pela ONU e por organizações internacionais pelas repetidas violações dos direitos humanos.

Ramdin defendeu "acordar coletivamente um conjunto de medidas para exercer mais pressão (...), de modo que possamos iniciar um processo de diálogo. Não sei ainda em que forma, nem quem o encabençaria: poderia ser um grupo de Estados membros", afirmou em declarações a jornalistas.

Contexto internacional

Além da situação política e de direitos humanos em Nicarágua, Washington pressiona os países membros a agir coletivamente como parte de uma nova visão para a OEA, uma organização que o novo governo de Donald Trump criticou por sua suposta inoperância.

O governo de Trump ressuscitou a Doutrina Monroe e proclamou seu direito de intervir na região quando considerar que seus interesses estão em perigo, ou que algum país está submetido a uma influência excessiva de um país alheio ao hemisfério. A presença chinesa em Nicarágua foi denunciada repetidamente pelo Departamento de Estado.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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